Lastro

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O que é lastro?

O lastro financeiro tem o papel de garantir que um ativo tenha valor monetário real, validando, assim, sua negociação no mercado.

Tempos atrás, o lastro que garantia transações econômicas em dólar ao redor do mundo era o ouro depositado no tesouro norte-americano. Hoje ele possui outro conceito, que vamos entender neste artigo.

Definição de lastro

Segundo o dicionário Michaellis, lastro é qualquer matéria pesada levada ao porão de um navio para manter o seu calado ou melhorar o seu equilíbrio.

A definição econômica de lastro podia ser entendida como o ouro existente em um país, que garante a circulação fiduciária do papel-moeda.

Nesse conceito, cada dólar valia um percentual determinado de ouro existente no banco central americano.

Sendo assim, a quantidade de papel moeda (dinheiro impresso, ou moeda escritural oficial) em circulação, dependia da quantidade de ouro depositado no tesouro.

Porém, atualmente esse conceito mudou, e o ouro não é a única forma de garantir o valor de papéis e títulos.

Cada país pode imprimir mais moeda sempre que achar necessário ou conveniente, desde que esteja de acordo com algumas regras que garantem a sustentabilidade do mercado e das negociações.

O que confere essa possibilidade é o crescimento econômico da nação, e o aumento da produção geral de riquezas desse país.

Conceito de lastro financeiro

Nas operações financeiras e de crédito o lastro também é utilizado como garantidor de títulos ou de ativos.

Para que um título ou um ativo seja vendido e comprado, é necessária uma garantia de que esse bem possui valor real.

O lastro garante a confiança ao investidor de que ele pode negociar aquele ativo sem correr riscos.

Assim como um vendedor pode ter a garantia de que a moeda emitida pelo comprador possui fundos, e que ele não sofrerá danos, como a inadimplência.

Títulos públicos, por exemplo, lastreiam empréstimos interbancários via SELIC. Ou seja, um banco empresta dinheiro a outro com a garantia do governo de que os títulos têm validade.

Já uma operação de Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) tem seu lastro em títulos privados que são emitidos pelas próprias instituições bancárias.

Além dessas, existem outras negociações no mercado que também são garantidas por lastro, como as transações de títulos específicos, como ativos de renda fixa.

Como exemplo, temos:

Enquanto que para um ativo de LCI existir, ele precisa ser lastreado em um imóvel, o lastro garantidor de LCA são produtos do agronegócio.

Sendo assim, o lastro é entendido como a garantia que se refere a um ativo principal, e lhe confere valor e aceitação no mercado.

Diferentemente desses exemplos, baseados em ativos físicos, é inexistente a sua presença para validar a negociação de criptomoedas.

Se o lastro serve como garantidor da escassez de oferta da moeda comum, a estrutura tecnológica que registra o número de moedas virtuais transacionadas, que funciona a partir de códigos de programação da Blockchain, já prevê essa relação de escassez.

O Bitcoin, por exemplo, tem uma oferta de 21 milhões de unidades, determinada previamente pelo seu próprio algoritmo.

Porém, no mercado financeiro, especialmente o mais tradicional, o lastro exerce a função de assegurar a validade de determinadas operações.

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