O fundo imobiliário RBRY11 confirmou o pagamento de dividendos de R$ 1,00 por cota em maio de 2026, mantendo o mesmo montante do período anterior. Terão direito ao provento os cotistas com posição até o fechamento do pregão de 12 de maio de 2026, e o pagamento está previsto para 19 de maio. A distribuição reforça a consistência do fluxo de rendimentos do fundo, ainda que os resultados de abril não tenham sido divulgados.
Com base no preço de fechamento de abril, de R$ 92,50, o dividendo anunciado implica um dividend yield mensal aproximado de 1,08%. Esse indicador oferece uma referência de retorno corrente aos investidores, mas pode variar conforme o preço de mercado. A ausência dos números de abril sugere que a gestão se apoia em resultados recorrentes e na previsibilidade da carteira para balizar a distribuição.
Em março, o RBRY11 registrou resultado distribuível de R$ 1,12 por cota, impulsionado por um prêmio de R$ 0,03 por cota ligado ao resgate antecipado do CRI Vila Leopoldina. A rentabilidade do mês foi de +1,5%, acumulando +3,5% em 2026. Esses dados mostram resiliência da estratégia e disciplina na alocação de ativos.
A carteira do fundo encerrava março com alocação de 102,0%, dos quais 94,9% estavam concentrados em CRIs e operações estruturadas. O portfólio reúne 56 CRIs e uma operação estruturada, com rentabilidade média ponderada de 16,8% ao ano (CDI + 2,7% ao ano). Essa composição confere granularidade e diversificação setorial e de devedores.
Durante março, a gestão alocou R$ 16,1 milhões em 14 CRIs, a uma taxa média de CDI + 4,3% ao ano, indicando seletividade e busca por prêmios de risco atrativos. Em paralelo, houve redução de exposição em diversos CRIs, totalizando R$ 18,1 milhões, em linha com um rebalanceamento tático do portfólio.
Além disso, o fundo mantinha R$ 53 milhões em operações compromissadas reversas, equivalentes a 4,2% do patrimônio, reforçando a gestão ativa de liquidez. Essa posição oferece flexibilidade para capturar oportunidades e sustentar o cronograma de distribuição de dividendos.
Resultados de abril ainda não foram publicados, mas a manutenção do provento em R$ 1,00 por cota sustenta a previsibilidade de fluxo. Para o investidor, o atual patamar de yield, aliado à estratégia em CRIs, pode equilibrar retorno e risco em um cenário de juros elevados.