O KNIP11 reportou lucro de R$ 5,281 milhões em março de 2024, com receita total de R$ 5,802 milhões e despesas operacionais de R$ 521 mil. A performance mensal refletiu, principalmente, o efeito dos CRIs atrelados ao IPCA, que usam inflação com defasagem de dois meses no cálculo dos rendimentos. Esse mecanismo ajuda a suavizar oscilações, mas também pode amplificar efeitos quando a inflação acelera.
Em abril, os rendimentos do KNIP11 consideraram as variações do IPCA de fevereiro (0,70%) e março (0,88%), ambas acima dos meses anteriores, reforçando o resultado. Para o próprio mês de abril, a projeção de inflação foi de 0,67%, sinalizando continuidade do impulso inflacionário sobre títulos indexados.
A distribuição de proventos foi fixada em R$ 1,10 por cota, com pagamento em 14 de maio de 2026. Tomando como referência o preço médio de R$ 102,96 por cota, os dividendos do KNIP11 implicam yield de 1,07% para investidores pessoas físicas, diante da isenção de IR nos FIIs. Segundo a gestão, esse retorno equivale a 98% da taxa DI.
Com o gross-up de 15% de IR para efeito comparativo, a rentabilidade chega a 115% do CDI, tornando o fluxo de caixa atrativo frente a alternativas de renda fixa isentas. Ainda assim, é importante considerar volatilidade de preços e a dinâmica de repactuações de indexadores na precificação dos CRIs.
Como está a alocação? Em abril, o fundo imobiliário KNIP11 manteve 98,0% do patrimônio líquido em ativos-alvo, preservando alta exposição a crédito imobiliário. Os instrumentos de caixa representaram 9,9% do PL, remunerados a 100% do CDI líquido, servindo de colchão de liquidez para gestão tática e pagamentos de proventos.
Os CRIs indexados ao IPCA exibiam taxa média de mercado de IPCA + 10,06% ao ano, com duration de 4,1 anos. A taxa média de aquisição foi de IPCA + 7,04%, com prazo médio de 6,9 anos, indicando oportunidade de marcação a mercado positiva em cenário de inflação resiliente. Há, adicionalmente, 0,1% alocado em cotas de FIIs, compondo parcela marginal de diversificação.
No conjunto, a combinação de inflação corrente mais alta, spread elevado dos CRIs e gestão de caixa a CDI sustentou o resultado do KNIP11 e os proventos de R$ 1,10 por cota. A carteira segue concentrada em crédito imobiliário indexado ao IPCA, o que mantém sensibilidade à inflação e às taxas de juros, fator-chave para o desempenho futuro do fundo.