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SNME11 supera IFIX; fundo encerra pregão com alta de 0,53%

SNME11 supera IFIX; fundo encerra pregão com alta de 0,53%
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário encerrou o pregão desta segunda-feira (10) em alta de 0,53%, cotado a R$ 9,44. A cota abriu a R$ 9,38, tocou R$ 9,44 ao longo da sessão e fechou no pico do dia.

O desempenho foi positivo enquanto o IFIX recuava 0,76%. Assim, o fundo terminou a sessão na direção oposta ao principal índice de fundos imobiliários.

A liquidez também se destacou. O volume financeiro somou aproximadamente R$ 281 mil, com a cota oscilando entre R$ 9,38 e R$ 9,44 durante o pregão.

No comparativo do dia, o montante negociado superou o de SNID11, de R$ 49,2 mil, mas ficou aquém do registrado por SNEL11, que movimentou R$ 1,97 milhão.

SNME11 lucra R$ 1,81 milhão

O fundo fechou junho com resultado líquido de R$ 1,81 milhão, preservando a estratégia de captura de ganhos de capital em operações estruturadas e arbitragem no mercado de fundos imobiliários.

No mês, apurou resultado distribuível de R$ 0,244 por cota e pagou R$ 0,22 por cota em dividendos, com pagamento realizado em 27 de julho. Ao final do período, manteve R$ 0,0669 por cota em reservas distribuíveis acumuladas.

Considerando a cotação de mercado de R$ 9,40, o dividend yield anualizado ficou em 31,9%. A cota patrimonial encerrou a R$ 9,63, o que implica P/VP de 0,98 vez.

Segundo a gestora, a perspectiva para os próximos meses é distribuir apenas o resultado recorrente. A reserva acumulada será integralmente distribuída antes da conclusão da incorporação do SNFF11 e do KISU11 pelo próprio fundo.

A carteira de CRIs terminou o mês com yield médio de 19,24% e duration aproximada de 0,5 ano, preservando o perfil de ativos de curto prazo.

Operações estruturadas sustentam desempenho

O principal destaque de junho foi a conclusão de investimento em veículo originado da cisão do RELG11. A transação registrou taxa interna de retorno (TIR) anualizada de 52,5% e adicionou R$ 0,16 por cota ao resultado distribuível.

De acordo com a gestora, a tese começou em julho de 2024, quando foi identificado um portfólio negociado com desconto relevante frente ao valor considerado justo. Nos meses seguintes, a posição foi ampliada gradualmente até a maturação da estratégia em junho deste ano.

Parte da liquidação do investimento ocorreu com o recebimento de cotas do GGRC11. Para mitigar a exposição à volatilidade, o fundo executou uma operação de venda a descoberto (short), fixando antecipadamente o preço de alienação dos ativos. A iniciativa acrescentou R$ 146 mil ao resultado do mês e eliminou o risco de variação de preço entre o recebimento e a venda efetiva das cotas.

“A boa oportunidade surgiu em um veículo momentaneamente estressado, cujo preço no mercado secundário oferecia margem de segurança e potencial relevante de ganho de capital”, destacou a gestão em sua carta mensal.

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