O fundo imobiliário encerrou o pregão desta sexta-feira (10) em alta de 0,86%, cotado a R$ 9,42, desempenho acima do IFIX, que avançou 0,3% no mesmo intervalo. Ao longo da sessão, o volume financeiro somou cerca de R$ 152 mil.
O dia foi positivo para os fundos imobiliários listados. O IFIX terminou aos 3.842,89 pontos, com ganho de 11,48 pontos frente ao fechamento anterior, embora ainda permaneça abaixo do nível observado na sexta-feira da semana passada.
A variação do fundo ficou próxima do triplo do avanço do índice de referência, colocando-o entre os destaques de performance na sessão.
SNME11 avança em consolidação com KISU11
Em maio, foi concluída a aprovação da incorporação do KISU11, etapa do processo de consolidação que também prevê a fusão com o SNFF11 e pode elevar o patrimônio líquido para mais de R$ 800 milhões. Com isso, o fundo caminha para figurar entre os maiores do segmento multiestratégia, ampliando escala, liquidez e a capacidade de alocação em diferentes classes de ativos imobiliários.
No mesmo mês, o resultado foi de aproximadamente R$ 655 mil, em linha com a proposta de geração de valor baseada na combinação entre renda recorrente e operações estruturadas. Segundo a gestão, a manutenção de uma posição de caixa equivalente a cerca de 19% da carteira deve possibilitar o aproveitamento de oportunidades em um ambiente de maior volatilidade para os ativos listados.
A alocação ao fim de maio estava concentrada em FIIs (68%) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que representavam 12% dos ativos, além da posição de caixa. O período foi encerrado com cota de mercado de R$ 9,50, patrimônio por cota de R$ 9,43 e relação P/VP de 1,01 vez.
Gestão conclui arbitragem e amplia posições em logística
Durante maio, foi finalizada a estratégia de arbitragem envolvendo o RBVA11, com geração de aproximadamente R$ 50 mil em ganho de capital no mês. No acumulado do primeiro semestre, essa frente adicionou cerca de R$ 650 mil ao resultado, o que equivale a aproximadamente R$ 0,08 por cota, reforçando a abordagem multiestratégia adotada pela gestão.
Ainda no período, houve investimento de aproximadamente R$ 3 milhões em cotas do RELG11, aproveitando a reorganização societária aprovada pelo fundo. De acordo com a gestora, a operação tende a produzir impactos positivos, com mais detalhes previstos para o relatório gerencial de junho.
A combinação entre o avanço do processo de consolidação, a reserva de caixa e as movimentações táticas relatadas pela gestão delineou o mês de maio do fundo, com foco na diversificação de fontes de resultado e na flexibilidade para alocar capital conforme as condições de mercado.