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Raízen mantém negociações sem acordo em recuperação; veja o andamento

Raízen mantém negociações sem acordo em recuperação; veja o andamento
Raízen (RAIZ4) - Foto: Divulgação/Raízen

A recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4) segue em pauta, com a companhia reforçando que as conversas com credores continuam sem um consenso fechado. O esclarecimento foi enviado ao mercado após questionamento da B3 a respeito de reportagem publicada pelo Valor Econômico. Segundo a empresa, todas as tratativas permanecem em caráter preliminar, sem compromissos formais.

A administração destacou que as propostas discutidas são não vinculantes e que, por ora, não há qualquer acordo firmado. Nesse contexto, a Raízen mantém a orientação de que eventuais avanços concretos serão comunicados ao mercado, respeitando as regras de transparência e governança. O objetivo segue sendo construir uma solução negociada que reduza o risco financeiro e preserve a continuidade operacional.

Em linha com práticas usuais de mercado, a companhia tem dialogado com bancos e demais partes interessadas para calibrar prazos, custos e garantias. Essa etapa costuma envolver análises de cenários, simulações de fluxo de caixa e avaliação de impactos sobre covenants. A prioridade é alinhar interesses e assegurar previsibilidade às operações.

A origem do processo está no pedido de recuperação extrajudicial protocolado em 11 de março, visando a reorganizar R$ 65,1 bilhões em passivos. Na ocasião, a Raízen afirmou ter obtido anuência prévia de credores relevantes, condição que tende a acelerar a homologação e a execução do plano, se e quando aprovado.

Os fundamentos para a medida foram antecipados por indicadores financeiros recentes. A joint venture entre Cosan e Shell encerrou o acumulado de 2025 com dívida líquida consolidada de R$ 55,32 bilhões e alavancagem de 5,2 vezes Ebitda, métricas que pressionam a geração de caixa e ampliam a necessidade de reequilíbrio.

Apesar do ambiente desafiador, a companhia sustenta que a recuperação extrajudicial oferece um caminho menos disruptivo que alternativas judiciais mais amplas, preservando contratos, cadeias de suprimento e relações comerciais. Até que surjam definições, a orientação é de cautela por parte dos investidores, atentos a novos comunicados e marcos de negociação.

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