IGP-M

I

O que é o IGP-M?

O Índice Geral de Preços de Mercado, ou apenas IGP-M, é recorrentemente utilizado como um medidor da inflação, possibilitando assim, acompanhar a inflação de diversos períodos.

Dado que, nos preços avaliados pelo IGP-M estão incluídos diversos produtos e serviços oferecidos no mercado. Reunindo de matérias-primas agrícolas até serviços finais.

O IGP-M é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de ser divulgado de forma mensal é, utilizado de forma recorrente, como indexador.

Além disso, o IGP-M é um dos índices mais utilizados pela área imobiliária, podendo ser usado como indexador de contratos de aluguel e de compra e venda.

Mediante a utilização do IGP-M, objetiva-se realizar o monitoramento das variações dos custos para aferir a movimentação de preços.

Sendo assim, quanto mais elevado estiverem os preços, em comparação ao mês antecedente, mais o indicador irá ser elevado.

Como funciona o IGP-M?

O IGP-M funciona como um indicador da macroeconomia do país. Possibilitando assim, que os investidores tenham uma ideia de como está a inflação.

Sendo assim, o funcionamento do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) se dá, basicamente, mediante a soma de três índices em um só, levando em consideração no cálculo do índice, os seguintes critérios.

  1. O Índice de Preços por Atacado (IPA) tem peso de 60% do índice referente a variações dos preços de produtos industriais e agropecuários em transações entre empresas;
  2. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que possui como peso 30%, relativo a variação de preços direcionadas as principais despesas do consumidor final, dentre elas, transporte, saúde, educação, alimentação e vestuário;
  3. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) tem como peso 10%, relacionado aos custos de construções habitacionais nas sete principais capitais do território nacional.

Dessa forma, o levantamento do IGP-M consegue realizar na economia um balanço de preços, dado que, os principais setores estão englobados.

Sendo possível através do índice avaliar o momento econômico, verificando se o período é de desvalorização ou valorização Além do mais, o IGP-M também funciona como indexador para indivíduos que realizam investimentos, visto que, através do acompanhamento do índice será possível verificar o momento para realizar determinados investimentos.

Como o IGP-M é calculado?

O Índice Geral de Preços de Mercado é calculado mediante a verificação decorrente da variação de preços de alguns componentes do índice. Dessa forma, os componentes são, geralmente, uma ponderação de alguns índices de inflação.

Sendo assim, para que o IGP-M seja calculado, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) realiza a execução de pesquisas entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês do mês atual.

Objetivando medir como estão os preços de produtos da economia e, dessa forma, realizar o cálculo do IGP-M.

Logo, no cálculo, a FGV leva em consideração a distribuição da sua composição, ressaltando a composição em Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), tendo como peso, respectivamente, 60%, 30% e 10%.

Ou seja, o resultado do IGP-M é decorrente da média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC). Sendo relevante compreender todos os componentes, para que o cálculo do IGP-M seja realizado.

Além disso, para que o IGP-M seja calculado é necessário que os preços do mercado sejam acompanhados mensalmente, mantendo o acompanhamento dos produtos e serviços oferecidos.

Entre os exemplos de preços de mercado que são analisados para realizar o cálculo do IGP-M, estão:

  • Alimentos;
  • Itens agrícolas;
  • Saúde;
  • Educação;
  • Transporte;
  • Vestuário.

Como o IGP-M afeta a economia?

O IGP-M pode ser considerado como indexador da economia, dado que, quando acontecem variações referentes ao conjunto de preços de produtos e serviços durante períodos de tempo, a economia como um todo é afetada.

Além disso, quando o Índice Geral de Preços de Mercado sofre um aumento, observa-se que seus componentes também obtiveram preços superiores, em comparação, ao mês anterior. Lembrando que, a questão inversa também é válida.

Como funcionam as rentabilidades atrelados ao IGP-M?

A rentabilidade atrelada ao IGP-M funciona mediante a realização do cálculo que possui como base uma taxa fixa mais a variação do índice IGP-M ao longo do período.

Ou seja, geralmente, a aplicação irá render mediante as mudanças do índice IGP-M mais um percentual fixo que estava definido no momento da compra do título. Assim, caso o índice sofra um aumento, a rentabilidade também sobe.

Dessa maneira, um título atrelado ao IGP-M busca eliminar o risco de inflação na carteira de investimentos. Lembrando que, não há como realizar investimentos diretamente no índice IGP-M, dado que, ele não é uma aplicação financeira, mas sim, um indicador econômico.

Sendo assim, as rentabilidades que estão atreladas ao IGP-M irão seguir a variação da taxa do índice. Geralmente a aplicação rende acima da inflação, entretanto, não é possível garantir a rentabilidade de uma aplicação.

Quais investimentos são atrelados ao IGP-M

De início, entre os os investimentos que estão atrelados ao IGP-M e, costumam utilizá-lo como indexador de rentabilidade, pode-se considerar:

  1. Tesouro IGP-M;
  2. Letra de Crédito Imobiliária (LCI);
  3. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Tesouro IGP-M

O Tesouro IGP-M é uma opção de título financeiro híbrido, sendo ofertado no tesouro direto até o período de 2006, possuindo seu rendimento atrelado ao Índice Geral de Preços de Mercado, isto é, a soma da taxa de juros pré-fixada com a variação do índice de preços.

Dessa forma, essa aplicação financeira costumava, em grande parte das vezes, apresentar rentabilidade acima da inflação. Sendo assim, apesar do título não apresentar disponibilidade para aplicações financeiras, ainda existem títulos ativos do Tesouro IGP-M.

Letra de Crédito Imobiliária (LCI)

A Letra de Crédito Imobiliária, ou simplesmente LCI, é um tipo de investimento que está lastreado ao financiamento do mercado imobiliário, ou seja, o capital do investidor que realiza aplicações em LCI, está sendo utilizado para a compra ou financiamento de um imóvel.

Além do mais, possui alternativa híbrida, dessa forma, parte do investimento está atrelado a inflação. Sendo assim, algumas corretoras de valores disponibilizam opções de aplicações financeiras que estão ligadas ao IGP-M, dentre essas, pode-se incluir as LCIs.

Além disso, a LCI conta com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e possibilita que as aplicações estejam isentas da cobrança de Imposto de Renda.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) possui características bastante semelhantes ao investimento em LCI.

Dado que, também possui opção híbrida atrelada ao indicador IGP-M, além de contar com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ser isenta do IR.

Ressaltando que, o capital investido não sofre oscilações, dado que, não é atingido pelos efeitos da volatilidade.

Qual a relação entre IGP-M e SELIC?

A relação entre o IGP-M e a Selic se dá devido a ligação de ambas com a inflação. Visto que, o IGP-M é o indicador responsável por medir a inflação em todas as rendas.

Além de independer do governo federal, dado que, é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já a Selic é o indicador de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.

Dado que, quando a selic sobe, os juros cobrados em empréstimos e cartões ficam mais altos, sendo assim, desestimulam o consumo por parte da população e, como consequência, estimula uma queda na inflação.

Portanto, o IGP-M e a Selic normalmente seguem por caminhos parecidos, dado que, ambos utilizam a inflação como componente principal.

Histórico do IGP-M

No ano de 1947, ocorreu a primeira divulgação do IGP-M. De início, objetivava demarcar correções de alguns títulos que eram emitidos pelo Tesouro Nacional, como também, dos Depósitos Bancários de renda pós-fixada, que detinham um período superior a um ano.

Posteriormente, o IGP-M começou a ser utilizado para a realização de reajustes dos contratos de aluguel, além de medida para realização de correções de tarifas do setor de energia.

Sendo assim, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) responsável pelo Índice Geral de Preços do Mercado, é o responsável pelo índice da sua criação até os dias de hoje, divulgando o IGP-M de forma mensal.

Como ganhar mais que o IGP-M?

De início, antes de investir em ativos atrelados ao IGP-M é importante se atentar ao fato do índice já pagar uma quantia pré-fixada. Considerando assim, um retorno maior, mesmo após o desconto do Imposto de Renda.

Além do mais, é importante realizar o cálculo dos ganhos reais de um investimento, antes de selecioná-lo. Portanto, para ganhar acima do IGP-M deve-se considerar aplicações financeiras que rendem acima da inflação e que possibilitam uma lucratividade mesmo com a dedução de impostos.

Dessa forma, para ganhar mais que o IGP-M pode-se considerar realizar investimentos na renda variávél que no longo prazo historicamente tiveram um desempenho acima desse índice.

Foi possível saber mais sobre o IGP-M? Deixe suas dúvidas no espaço abaixo.

2 comentários