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XPCA11 distribui R$ 0,10 por cota e retorna 15,24% ao ano

O XPCA11 fechou abril com resultado positivo de R$ 4,829 milhões, sustentado por receitas de R$ 5,106 milhões e despesas de R$ 353 mil. O fundo mantém a estratégia central em créditos do agronegócio e preserva a política de distribuição mensal de R$ 0,10 por cota, reforçando o compromisso com previsibilidade de fluxo ao cotista.

No mês, o dividend yield foi de 1,19% considerando a cotação de fechamento em R$ 8,41; na base anualizada, o retorno alcançou 15,24%, indicador que reflete o carrego da carteira e o ambiente de juros. A indústria alimentícia lidera a exposição setorial com 16,2%, seguida por usinas de açúcar e etanol (15,1%) e cooperativas (12,7%), compondo um mosaico diversificado de risco de crédito.

A carteira segue concentrada em títulos de dívida do agronegócio, com destaque para os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, que somam 70,2% do patrimônio líquido. As cotas de FIDC Fiagro representam 25%, enquanto os CRIs Agro respondem por 1,8% e o caixa por 3%, assegurando liquidez tática. Esse arranjo preserva a tese do XPCA11 de capturar spreads atrativos em operações estruturadas.

Movimentações do período incluíram a venda de R$ 800 mil do CRA atrelado ao risco UISA. Em contrapartida, o gestor aproveitou a abertura das curvas de juros e dos spreads de crédito para ampliar a posição no CRA de risco MBRF, alocando R$ 10 milhões adicionais e melhorando o retorno esperado ajustado ao risco. Essa rotação busca otimizar o carrego sem elevar significativamente a concentração.

Em termos de indexadores, 88,1% do portfólio está atrelado ao CDI, com taxa média de aquisição de CDI + 3,95% ao ano, enquanto 11,9% acompanha o IPCA, com taxa média de IPCA + 8,44% ao ano. Tal combinação equilibra sensibilidade a juros e inflação, favorecendo o perfil de renda do XPCA11 em diferentes cenários macroeconômicos.

A distribuição geográfica destaca Mato Grosso com 25,3% do patrimônio, seguido por Minas Gerais (16,8%), Paraná (14,3%), São Paulo (12,5%) e Goiás (12%). Entre os setores, além da indústria alimentícia e do sucroenergético, ganham relevância grãos (9,1%), etanol de milho e revendas (8% cada), insumos agrícolas (6,2%), pecuária (6,1%) e cana-de-açúcar (5,8%), reforçando a diversificação do portfólio do XPCA11.

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