O fundo imobiliário SNME11 comunicou a distribuição de R$ 0,10 por cota, com pagamento em 25 de agosto de 2026. Terá direito ao rendimento quem estiver posicionado na data-base de 14 de agosto. O anúncio segue o calendário de distribuição informado pelo fundo.
Com a cota a R$ 9,38 (fechamento de julho), o provento equivale a dividend yield de 1,07% sobre o preço de fechamento. O cálculo considera o valor de referência do período divulgado pela administração.
Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física. O pagamento observará os procedimentos usuais do mercado para esse tipo de rendimento.
SNME11 atualiza resultados e reservas de junho
Em junho, o fundo reportou resultado líquido de R$ 1,81 milhão, mantendo a estratégia orientada à captura de ganhos de capital em operações estruturadas e arbitragem no mercado de fundos imobiliários. A gestão reforçou o foco em oportunidades táticas nesse segmento.
No mesmo período, o resultado distribuível foi de R$ 0,244 por cota. Foram pagos R$ 0,22 por cota em 27 de julho, restando R$ 0,0669 por cota em reservas distribuíveis acumuladas ao fim do mês.
Considerando a cotação de mercado de R$ 9,40, o fundo encerrou junho com dividend yield anualizado de 31,9%. A cota patrimonial ficou em R$ 9,63, equivalente a P/VP de 0,98 vez, conforme dados do relatório mensal.
Segundo a gestora, a expectativa para os próximos meses é distribuir apenas o resultado recorrente. A reserva acumulada será integralmente distribuída antes da conclusão da incorporação do SNFF11 e do KISU11 pelo fundo.
A carteira de CRIs terminou o período com yield médio de 19,24% e duration aproximada de 0,5 ano, preservando o perfil de ativos de curto prazo. Essa composição busca compatibilizar retorno e previsibilidade do fluxo de caixa.
SNME11 destaca TIR de 52,5% e arbitragens no mês
A gestão destacou operação que rendeu TIR de 52,5% no conjunto de estratégias do período. Além da operação com o RLGX11, o fundo seguiu ativo em arbitragem envolvendo outros fundos imobiliários.
Em junho, foi executada uma nova tranche envolvendo o RBVA11, que gerou aproximadamente R$ 117 mil em ganhos de capital. Na mesma linha, a administração aproveitou descontos observados nas cotas do SNEL11, adquirindo cerca de R$ 6 milhões do ativo no mercado secundário.
Essa alocação adicionou R$ 102 mil ao resultado do mês e ainda mantém aproximadamente R$ 5 milhões em posição. A gestão informou que a redução gradual dessa posição poderá gerar novos ganhos nos próximos meses, dependendo das condições de mercado.
No agregado, as movimentações realizadas em junho contribuíram com R$ 1,52 milhão em resultado bruto, o equivalente a aproximadamente R$ 0,20 por cota. O desempenho mensurado reforça o caráter multiestratégia do fundo no período.
Ao final do mês, a carteira estava distribuída em 68,8% em FIIs, 13% em CRIs, 2% em ações e 16,3% em caixa. Segundo a administração, a elevada posição de liquidez deve permitir aproveitar oportunidades em um mercado ainda volátil, ao mesmo tempo em que reduz oscilações no valor patrimonial do fundo.