O MCCI11 reportou lucro líquido de R$ 19,176 milhões em março, avanço de 50,8% frente aos R$ 12,711 milhões de fevereiro. A receita do mês somou R$ 20,546 milhões, enquanto as despesas foram de R$ 1,369 milhão, refletindo eficiência operacional e ganho de escala. O desempenho reforça a resiliência do portfólio de crédito e a disciplina da gestão em alocação.
O resultado por cota atingiu R$ 1,13 no mês, superando o valor distribuído aos cotistas. Os dividendos do MCCI11 foram de R$ 1,00 por cota em março, o que representou um dividend yield anualizado de 13,6% considerando o preço de fechamento de R$ 93,83. Essa diferença entre resultado e distribuição contribui para fortalecer reservas e manter previsibilidade.
As reservas encerraram o mês em R$ 0,22 por cota. A gestão afirmou que esse colchão, aliado às expectativas de geração de caixa, sustenta o guidance para o primeiro semestre de 2026. Assim, os rendimentos do MCCI11 devem permanecer entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota até junho, sujeito às condições de mercado e ao andamento dos fluxos dos CRIs.
Investimentos relevantes foram realizados ao longo de março. O FII MCCI11 alocou cerca de R$ 33,8 milhões, sendo R$ 32 milhões no CRI LUX, remunerado a CDI + 3,00% ao ano. O papel financia a aquisição de terrenos e o desenvolvimento residencial de alto padrão na Vila Nova Conceição, em São Paulo, com garantias robustas, como alienação fiduciária e cessão de recebíveis.
Carteira segue diversificada e aderente ao mandato. Ao fim de março, 93% dos recursos estavam em ativos-alvo: 27 CRIs e 20 fundos de crédito. O fundo imobiliário MCCI11 detinha R$ 141,5 milhões (8,8%) em FIIs de CRI negociados em mercado e R$ 56,6 milhões (3,5%) em MCRE11, compondo posição tática.
As posições em FIIs apresentam dividend yield médio de 14,6% ao ano, colaborando para a distribuição corrente e a estabilidade do fluxo de caixa. Em síntese, o MCCI11 combinou crescimento de resultado, fortalecimento de reservas e alocação criteriosa, mantendo perspectiva positiva para os próximos meses.