O IFIX encerrou a sessão desta terça-feira (2) estável, aos 3.860,28 pontos, após uma oscilação mínima de -0,09 ponto que resultou em variação de 0,00% frente ao pregão anterior. A abertura ficou em 3.860,37 pontos, praticamente alinhada ao último fechamento, sinalizando um dia de liquidez moderada e pouca pressão direcional no mercado de fundos imobiliários.
Ao longo do pregão, o índice de fundos imobiliários oscilou entre 3.858,35 pontos na mínima e 3.865,75 pontos na máxima, confirmando o viés de equilíbrio. Nos últimos 12 meses, o indicador transita entre 3.382,05 e 3.944,38 pontos, faixa que reflete tanto o ciclo de juros quanto a rotação setorial típica do segmento.
CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) manteve a recuperação e liderou as altas, com avanço de 7,31%, fechando a R$ 27,40. O papel havia sofrido queda superior a 70% em maio, mas iniciou repique na segunda-feira (1º), quando saltou 9,52%. O movimento sugere busca por desconto e recomposição de posições em ativos de crédito imobiliário.
O HSML11 (HSI Malls) veio na sequência entre os ganhos, subindo 2,93% para R$ 93,12, apoiado pela resiliência do varejo físico e perspectivas de fluxo em shoppings. Entre os destaques de volume, GGRC11 (GGR Covepi Renda) liderou as negociações com R$ 1,44 milhão e leve alta de 0,20%, enquanto MXRF11 (Maxi Renda) movimentou R$ 1,29 milhão, recuando 0,10%.
URPR11 (Urca Prime Renda) conduziu as perdas do dia, caindo 4,33% e fechando a R$ 22,69. ARRI11 (Atrio REIT Recebíveis Imobiliários) registrou a segunda maior queda, de 2,67%, encerrando a R$ 4,75. Esses ajustes refletem seletividade do investidor diante de risco de crédito e duration.
CPTS11 (Capitania Securities II) negociou R$ 816,49 mil e cedeu 0,13%, enquanto VGHF11 (Valora Hedge Fund) avançou 0,83% com volume de R$ 545,21 mil. O quadro do dia reforçou a rotação entre recebíveis e fundos híbridos, com dispersão moderada de retornos.
Em síntese, o IFIX mostrou estabilidade, mas com histórias idiossincráticas relevantes entre os principais fundos. A recuperação de CACR11, o fôlego de HSML11 e a pressão sobre URPR11 ilustram um mercado atento aos fundamentos, precificação de risco e liquidez setorial.