O GGRC11 é um fundo imobiliário com foco em imóveis logísticos e industriais, com presença relevante de contratos atípicos de locação. Este raio-x reúne os dados mais recentes divulgados pela gestão, referentes a junho de 2026, além do histórico de proventos. Entre os tópicos, estão os dividendos do GGRC11, composição da carteira, perfil dos inquilinos e prazos das receitas.
Carteira e vacância em junho de 2026
Ao fim de junho de 2026, o portfólio somava 42 ativos imobiliários, mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 49 inquilinos. A alocação era majoritariamente logística, com 75,36% do portfólio, seguida por ativos híbridos, com 13,46%, e industriais, com 11,18%. A vacância física era de 1,40%.
Um dos traços centrais do FII é a predominância de contratos atípicos, que representavam 88,14% das locações, ante 11,86% de contratos típicos. Esse formato, comum em operações de built to suit, retrofit e sale and leaseback, combina prazos mais longos e regras específicas para rescisões antecipadas.
Prazos, índices e contratos
O prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) era de 4,47 anos. Considerando a receita de aluguel, 48% dos contratos venciam a partir de 2030, 20% em 2028, 12% em 2027, 12% em 2029 e 8% em 2026. O IPCA era o principal índice de reajuste, presente em 91,38% dos contratos; o IGP-M respondia por 6,65% e o INPC por 1,97%.
Entre os contratos mais longos estavam o imóvel ocupado pela Rizobacter, em Londrina (PR), com vencimento em maio de 2043. Também se destacavam o Braspark, em Garuva (SC), e o ativo da Todimo, em Cuiabá (MT), ambos com vencimento em 2037.
Em relação aos proventos, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota referente a junho de 2026, mesmo valor pago mensalmente durante todo o primeiro semestre. Nos últimos 12 meses, os dividendos somaram R$ 1,20 por cota, equivalente a um dividend yield (DY) de 13,33% sobre a cotação atual do FII, de R$ 8,99.
Concentração por inquilinos e regiões
A receita imobiliária estava pulverizada entre diferentes locatários. Em junho, a maior exposição individual era da Renault, com 10,19%, seguida por Americanas, com 9,21%, e Ambev, com 9,09%. Os ativos indiretos do Triple A FII respondiam por 6,54%, enquanto Infinity representava 4,93%.
No recorte geográfico, 51,7% da receita provinha do Sudeste e 30,6% do Sul. O Centro-Oeste participava com 9,7% e o Nordeste, com 8%. Entre os estados, Minas Gerais liderava com 22,2%, seguido por Paraná, com 20,6%, e São Paulo, com 18,8%.
Aquisições e reciclagem de portfólio
O período também registrou expansão do portfólio. Em junho, foram concluídas aquisições como o Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões. Houve ainda a compra do galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, por R$ 96,5 milhões, além de uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, por R$ 121,3 milhões. Por fim, foi adquirido um novo galpão em Camaçari (BA), por R$ 150 milhões.
Paralelamente, a gestão avançou na reciclagem do portfólio com um memorando vinculante para a venda de dez imóveis logísticos, industriais e híbridos por R$ 530 milhões. De acordo com a estratégia, a alienação de ativos considerados maduros visa a realocação de recursos em novas oportunidades.
Constituído em novembro de 2016 e em operação desde abril de 2017, o fundo tem política voltada a imóveis comerciais dos segmentos industrial e logístico. O mandato abrange empreendimentos prontos, terrenos e projetos em construção, destinados principalmente a locações atípicas.
Este conteúdo é exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas do fundo ou de qualquer investimento.