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CPTS11 mantém estabilidade e paga R$ 0,09 por cota em março

CPTS11 mantém estabilidade e paga R$ 0,09 por cota em março
Foto: Suno/Banco

O fundo de fundos CPTS11 anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota como proventos de março, com direito garantido aos investidores posicionados até 13 de abril e pagamento agendado para 20 de abril. Com a cota encerrando março a R$ 7,98, o yield mensal ficou em 1,13%, mantendo estabilidade pelo sétimo mês seguido. As distribuições são isentas de IR para pessoas físicas, reforçando o apelo do produto a investidores de renda.

A carteira do fundo apresenta composição diversificada e foco em renda recorrente. Atualmente, 68,8% estão alocados em 85 FIIs e 24,6% em 15 CRIs, enquanto operações de carrego representam 4,4% do portfólio, remuneradas a CDI + 1% ao ano. Essa estrutura busca equilibrar geração de caixa com oportunidades táticas, preservando liquidez e controle de risco.

Nos créditos, os certificados de recebíveis imobiliários se concentram no segmento de shopping centers, que responde por 41,9% da carteira de crédito. Os títulos foram adquiridos a IPCA + 6,46% e hoje estão marcados a IPCA + 8,29%, refletindo o ambiente de mercado e abrindo espaço para ganhos potenciais em caso de fechamento de spreads. Esse posicionamento ancora a previsibilidade dos fluxos mensais.

Características gerais do portfólio reforçam o perfil conservador com viés de renda. O prazo médio é de 4,7 anos, a taxa nominal média atinge 14,05% e o spread é de 1,15%. O LTV consolidado está em 59,08%, patamar considerado saudável para o segmento, e há R$ 8,19 milhões acumulados em atualização monetária, que podem sustentar distribuições futuras. Entre os FIIs, 79,1% são de tijolo, com 28,5% focados em shoppings. A carteira negocia próxima a 1,00x VP, sugerindo potencial de valorização de 1,2%.

Para otimizar a gestão, o fundo utiliza alavancagem via compromissadas equivalentes a 14,5% do patrimônio líquido, ao custo de CDI + 0,80%. O saldo acumulado permanece positivo em 0,68% (R$ 20,9 milhões), indicando eficiência na estratégia. Esses elementos, somados, sustentam a constância dos proventos.

Com o yield de 1,13% e uma carteira balanceada entre FIIs e CRIs, o CPTS11 mantém foco em previsibilidade, liquidez e oportunidade de ganho de capital. A isenção de IR para pessoa física, combinada ao desconto próximo do valor patrimonial, reforça o case de renda com potencial de valorização. Para o investidor atento a diversificação e estabilidade, os atuais parâmetros seguem atrativos.

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