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Carteira ESG do BTG supera o Ibovespa em abril; veja retorno

Carteira ESG do BTG supera o Ibovespa em abril; veja retorno
Foto: Suno/Banco

O BTG Pactual estruturou uma carteira de investimentos que combina critérios financeiros robustos com práticas de ESG, buscando comprovar se a sustentabilidade pode ser vetor de retornos consistentes. A iniciativa surge em um momento em que o investimento responsável ganha tração entre investidores institucionais e pessoa física, segundo o banco. A proposta é avaliar desempenho e resiliência, sem abrir mão de métricas tradicionais de risco e retorno.

Em abril, a seleção inclui dez papéis: Allos (ALOS3), Axia (AXIA3), Copel (CPLE3), C&A (CEAB3), Equatorial (EQTL3), Itaú (ITUB4), Localiza (RENT3), Nubank (ROXO34), Motiva (MOTV3) e Rede D’Or (RDOR3). O portfólio cobre varejo, bancos, energia, saúde e infraestrutura, refletindo que ESG não se restringe a empresas de perfil ambiental puro, mas envolve governança, impacto social e eficiência operacional.

Nos últimos 30 dias, a carteira avançou 14%, superando o Ibovespa (12%) e o S&P/B3 (8,9%). O desempenho indica que ESG está migrando de um filtro reputacional para um critério efetivo de seleção de ativos, com evidências práticas de geração de alfa em prazos táticos. Entre os destaques, o Nubank é apontado pela tese de inclusão financeira, enquanto o Itaú atua como alternativa defensiva em cenários de maior volatilidade.

A metodologia prioriza inovação, digitalização, governança e posição competitiva de longo prazo. O BTG identifica tendências estruturais na América Latina, como bancarização, transição energética e eficiência regulatória, para mapear empresas com potencial de crescimento sustentável e perfil de risco equilibrado.

O banco afirma: “Escolhemos as empresas em que nossos analistas têm recomendação de compra e acreditam ter momentum positivo”. A carteira tem revisão mensal, permitindo ajustes táticos sem perder a coerência com a tese principal. Esse processo busca capturar catalisadores de curto prazo mantendo convicções estratégicas.

Em síntese, a abordagem do BTG sugere que a integração de ESG à análise fundamentalista pode ampliar a qualidade do portfólio, diversificar setores e reforçar a resiliência. Palavras-chave secundárias, como inclusão financeira e governança corporativa, ajudam a explicar o racional competitivo das companhias selecionadas, conectando propósito e performance.

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