O BTG Pactual elevou a exposição ao fundo na carteira recomendada de fundos imobiliários para setembro, de 4% para 6%. Segundo o banco, o ajuste reflete a atratividade do portfólio de shopping centers e o potencial de reciclagem de ativos no atual cenário.
A instituição classificou a mudança como um ajuste estratégico diante do ambiente macroeconômico e das perspectivas para o segmento de shoppings. Na avaliação do banco, o fundo reúne características que se sobressaem no momento.
Na carteira apresentada, o fundo aparece com preço de R$ 102,80 por cota e P/VP de 0,89 vez. O dividend yield anualizado é de 9,8%, e o retorno acumulado em 12 meses alcança 8,1%.
A liquidez média indicada é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, sinalizando um mercado secundário relativamente líquido. No período de um mês, entretanto, a cota registrava queda de 1,2%.
BTG reduz exposição a outros fundos
O movimento faz parte de uma série de ajustes para setembro. Além do aumento no fundo, o banco ampliou em 1 ponto percentual a posição em KNCR11 e em 2 pontos percentuais a exposição ao KNIP11.
Por outro lado, RBRR11 deixou a carteira, enquanto HSML11 teve sua participação reduzida em 2 pontos percentuais. Segundo o banco, a retirada do RBRR11 está relacionada ao provável movimento de incorporação pelo PCIP11, que pode alterar a dinâmica de negociação e o perfil de risco da tese.
Essas mudanças buscam adequar a carteira às condições de mercado e às particularidades de cada segmento, mantendo atenção ao risco e à liquidez dos ativos recomendados.
Reciclagem de ativos e diversificação sustentam a tese
De acordo com o BTG Pactual, o fundo se destaca pela exposição a shoppings maduros, pela diversificação regional e pela possibilidade de destravar valor por meio da reciclagem de ativos. Esses vetores reforçam a atratividade no ambiente atual.
A estratégia de reciclagem permite vender participações em determinados empreendimentos e realocar recursos em ativos considerados mais atrativos ou em oportunidades que possam elevar o retorno da carteira. Em um portfólio com diferentes shopping centers, esse processo dá flexibilidade à gestão.
Com isso, a equipe pode ajustar a exposição conforme o desempenho dos empreendimentos, as condições de mercado e as janelas de aquisição ou venda. Esse mecanismo tende a apoiar a consistência dos resultados ao longo do tempo.
A diversificação regional também é apontada como um ponto positivo. Ao distribuir os ativos por diferentes localidades, o fundo reduz a dependência do desempenho de uma única região ou mercado consumidor, mitigando riscos específicos.
Na visão do banco, a combinação entre ativos maduros e capacidade de reciclagem ajuda a sustentar a atratividade do fundo, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos investidores de FIIs. Com esse racional, a instituição aumentou a participação do ativo em sua carteira recomendada para setembro.