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Postergação de aluguéis e devolução de imóveis pressionam o EURO11; veja

Postergação de aluguéis e devolução de imóveis pressionam o EURO11; veja
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário fundo imobiliário EURO11 comunicou ao mercado dois fatos que reduzirão sua geração de caixa nos próximos meses e, por consequência, a base de distribuição de rendimentos aos cotistas.

Ambos os eventos ocorrem no Centro de Distribuição Anhanguera (CDA) e envolvem, de um lado, a postergação de aluguéis solicitada por um inquilino e, de outro, a devolução de áreas por um locatário distinto do portfólio.

Como os fundos imobiliários devem distribuir 95% do resultado de caixa apurado no semestre, a menor receita esperada será refletida no pagamento de dividendos ao longo do período.

Segundo a administradora, a consolidação do impacto indica R$ 0,25 por cota entre julho e setembro de 2026, R$ 0,57 por cota em outubro, R$ 1,38 por cota entre novembro e dezembro e R$ 1,15 por cota no acumulado de janeiro a dezembro de 2027, já com o acréscimo das parcelas do acordo considerado.

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Postergação de aluguéis no fundo imobiliário EURO11

A empresa que ocupa o Módulo III do Galpão I e o Galpão 3, totalizando 8.622,10 metros quadrados, solicitou a postergação dos aluguéis referentes ao período de junho a outubro de 2026.

A locatária justificou um desequilíbrio de caixa decorrente da saída de alguns clientes, mas informou já ter firmado novos contratos com prazo de carência, caracterizando um desencaixe sazonal.

Após as tratativas, foi firmado acordo para postergar 100% do aluguel de junho e 50% dos aluguéis de julho a outubro de 2026. O saldo consolidado, acrescido de juros de 1,66% ao mês, soma R$ 1.125.005,76.

O pagamento será efetuado em 12 parcelas fixas de R$ 93.750,48, corrigidas pela mesma taxa, a partir de janeiro de 2027. A redução temporária na geração de caixa decorrente dessa postergação é de R$ 1,50 por cota.

No caso de junho, o efeito já foi incorporado à distribuição paga em julho, de R$ 2,45 por cota. A partir de janeiro de 2027, o recebimento das parcelas implicará acréscimo de R$ 0,23 por cota no caixa até dezembro daquele ano.

Devolução de imóveis e efeitos no caixa

O segundo evento envolve a locatária dos Módulos II e III do Galpão 1 do CDA, que ocupa 11.498,50 metros quadrados. A empresa comunicou que renovará o contrato por apenas três meses e devolverá os imóveis em 30 de setembro de 2026.

Por se tratar de término de vigência contratual, não há multa rescisória. Para o período de três meses, o aluguel foi majorado em 15,15%, conforme informado pela administradora.

A devolução corresponde a 31,22% da ABL do fundo. O impacto projetado no caixa é de R$ 0,32 por cota a partir de 1º de outubro de 2026, referente às despesas locatícias, subindo para R$ 1,38 por cota a partir de 1º de novembro, quando passa a contemplar também a cessação da receita de aluguel.

Apesar do efeito negativo estimado, a administradora avalia possibilidade de reversão. De acordo com o comunicado, a excelente localização do ativo e o momento aquecido do setor de logística, sobretudo para imóveis dentro de São Paulo, deixam o CDA bem posicionado para atender demandas de locação.

A gestora informou estar em estágio avançado de negociação para locar a integralidade da área a ser devolvida, com um novo interessado. As partes trabalham para iniciar a vigência logo após a saída do atual inquilino, com início em 1º de outubro de 2026.

Caso a locação se concretize nesses termos, a taxa de vacância prevista de 31,22% para outubro não deverá se confirmar. A administradora disse que manterá o mercado atualizado sobre os desdobramentos do processo.

ACESSO RÁPIDO

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