O fundo imobiliário HGLG11 vai distribuir R$ 1,17 por cota aos cotistas. Com base na cotação de fechamento de julho, de R$ 147,42, o valor equivale a um rendimento mensal de 0,79%. Para pessoa física, os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda nas condições previstas em lei.
Têm direito ao recebimento os investidores posicionados no HGLG11 até o fim do pregão de 31 de julho, data-base da distribuição. O pagamento está programado para 14 de agosto de 2026, quando o crédito será efetivado na conta do cotista.
Resultado e distribuição semestral
O resultado que servirá de base para os dividendos de julho ainda não foi divulgado. Historicamente, o FII busca manter estabilidade nos rendimentos mensais e, ao final de cada semestre, ajusta a distribuição para cumprir a exigência legal de repassar pelo menos 95% do resultado semestral.
Em junho, foram apurados receita total de R$ 1,73 por cota e resultado de R$ 1,47 por cota. O desempenho refletiu o reconhecimento do lucro contábil de uma SPE, de R$ 14,7 milhões, atrelado à conclusão do empreendimento Simões Filho G100. Movimentos desse tipo são recorrentes nos desenvolvimentos do fundo, tendo neste caso maior magnitude pelo porte do projeto.
O patrimônio líquido somou R$ 7,6 bilhões no encerramento de junho, com cota patrimonial de R$ 166,60. O valor de mercado atingiu R$ 6,9 bilhões, ou R$ 151,00 por cota, o que resultou em P/VP de 0,91x. O volume médio diário negociado no período foi de R$ 14,7 milhões.
Desenvolvimento e contrato com o Mercado Livre
A obra do HGLG Simões Filho G100 foi finalizada, e o galpão está em plena operação. No mesmo empreendimento, o G200 permanece em monitoramento. O destaque do mês foi a assinatura de um contrato Built to Suit com o Mercado Livre para o ativo HGLG Itupeva G400.
A empresa ocupará todo o empreendimento, de 52.200 metros quadrados de ABL, a um aluguel de R$ 37,05 por metro quadrado. Com isso, o yield on cost estimado do G400 é de cerca de 11,8% após a conclusão da obra, reforçando a geração de receita projetada quando o ativo estiver integralmente operacional.
O FII encerrou junho com alavancagem financeira de 8,7%, ou de 10,3% ao considerar a dívida via SPE, com projeção de queda para 8,4% ao fim de 2026. O passivo vinculado a aquisições totaliza cerca de R$ 1,1 bilhão, dos quais 24% vencem nos próximos 12 meses, suportados por posições em CRIs e renda fixa.
Carteira e indicadores operacionais
O portfólio reúne 42 imóveis e 186 locatários, somando ABL de 2.309.513 metros quadrados em oito estados, com WALE de 4,3 anos. A vacância física encerrou junho em 3,1% e a financeira em 2,0%, após as entradas da Fuleda no ativo Guarulhos, da Shinedux no Syslog Galeão e da Shopee no CLE, em substituição à TLS.
A projeção para julho é de vacância física de 3,3%, com expectativa de elevação para 4,0% em janeiro de 2027 em razão da saída da Cargill no ativo Goiânia. O valor médio do portfólio está em R$ 3.248 por metro quadrado, enquanto o aluguel médio é de R$ 27,3 por metro quadrado, refletindo o perfil dos contratos da carteira.
Por valor patrimonial, os principais ativos são o DCB (6,3%), o HGLG Vinhedo (5,7%), o DCC (5,4%), o HGLG Guarulhos (4,9%), o HGLG Serra (4,3%) e o DCR (4,2%), ao passo que outros 32 ativos somam 55,0% do total. A estratégia também inclui alocação em oito FIIs com foco industrial e logístico, tendo INLG11 e XPIN11 como principais posições.