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Resultado do VGIP11 sobe e fundo guarda ganhos de IPCA; entenda

Resultado do VGIP11 sobe e fundo guarda ganhos de IPCA; entenda
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário VGIP11 registrou resultado de R$ 13,624 milhões em junho, com receitas totais de R$ 14,523 milhões e despesas de R$ 898 mil no período. A distribuição referente à competência de junho foi de R$ 1,16 por cota, mantendo a trajetória de pagamentos mensais ao cotista.

Em 12 meses, os rendimentos do VGIP11 somaram R$ 10,00 por cota, equivalentes a IPCA + 7,1% ao ano sobre a cota patrimonial. Considerando a cota patrimonial de maio, a distribuição de junho representa rentabilidade líquida de IPCA + 7,6% ao ano, dentro da política de repasses do portfólio.

Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação. A cota patrimonial recuou R$ 1,13 no mês, movimento associado à abertura das taxas das NTN-B no período, que afeta a marcação a mercado dos ativos indexados.

Apesar desse ajuste, o fundo encerrou junho com R$ 0,82 por cota em ganhos acumulados de IPCA ainda não distribuídos. Esses valores serão reconhecidos como resultado caixa ao longo do tempo, constituindo reserva que sustenta as próximas distribuições.

Desempenho e rendimentos do VGIP11 em junho

A distribuição de R$ 1,16 por cota em junho foi acompanhada por resultado de R$ 13,624 milhões, ligeiramente acima dos meses anteriores. No acumulado de 12 meses, os repasses alcançaram R$ 10,00 por cota, métrica alinhada ao IPCA + 7,1% ao ano sobre a cota patrimonial.

A referência da cota patrimonial de maio coloca a remuneração de junho em IPCA + 7,6% ao ano, já líquida. A isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas permanece válida dentro das regras vigentes para fundos imobiliários.

Carteira de CRIs do VGIP11 e novas alocações

A carteira manteve 97,0% do patrimônio líquido alocado em CRIs, distribuídos em 49 operações que somam R$ 1,019 bilhão investidos. Os 3,0% restantes ficaram em instrumentos de caixa, preservando liquidez para movimentações táticas.

Em junho, houve a aquisição de R$ 601 mil adicionais no CRI Projetos Residenciais SP 1S. No mesmo mês, ocorreram amortizações de R$ 7,8 milhões, com destaque para a liquidação integral do CRI GPA 79S, no montante de R$ 4,2 milhões, impactando a rotação da carteira.

Já em julho, foram direcionados R$ 20,6 milhões para três novos CRIs, um deles já presente no portfólio. Os movimentos reforçam a estratégia de manutenção da exposição a crédito corporativo lastreado em recebíveis, com foco em indexação ao IPCA+.

Composição por indexador e rating na carteira

A alocação em IPCA+ responde por 99,40% dos CRIs, com taxa média de aquisição de 8,89% ao ano, cupom médio ponderado de 8,49% ao ano e taxa média marcada a mercado de 11,24% ao ano. A parcela remanescente, em IGP-M+, representa 0,60% do total.

Dentro da exposição em IPCA+, 14,76% possuem rating internacional, com taxa média de aquisição de 6,55% ao ano. Os ativos sem rating somam 84,64%, com taxa média de 9,30% ao ano. Considerando toda a carteira de CRIs, 16,6% têm rating internacional e 85,2% não têm, refletindo o perfil de risco-retorno do portfólio.

Por setor, a distribuição está concentrada em shopping (25,9%), pulverizado (19,2%), residencial (18,0%), logística (14,2%) e BTS (11,1%). As demais exposições incluem infraestrutura (5,7%), escritório (3,3%), hospital (1,6%) e hotel (1,0%), compondo um conjunto diversificado de lastros.

Liquidez e base de cotistas do VGIP11

No mercado secundário, o fundo encerrou junho com 83.278 cotistas e volume médio diário negociado de R$ 2,3 milhões. O giro total do mês atingiu R$ 47,856 milhões, com 601.651 cotas transacionadas no período.

O preço médio das negociações foi de R$ 79,54 por cota, oscilando entre R$ 77,50 e R$ 81,85 ao longo do mês. Esses dados indicam liquidez consistente para a categoria, com amplitude de preços compatível com a marcação a mercado dos títulos de crédito.

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