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ALZC11 mantém retorno equivalente a 132% do CDI e lança oferta de até R$ 100 milhões

ALZC11 mantém retorno equivalente a 132% do CDI e lança oferta de até R$ 100 milhões
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário (FII) ALZC11 iniciou sua quarta emissão de cotas em oferta pública, com potencial de captação de até R$ 100 milhões. O objetivo é ampliar o patrimônio e reforçar a estratégia de investimentos em crédito imobiliário. A operação seguirá a Resolução CVM 160 e admite distribuição parcial caso o montante inicialmente previsto não seja totalmente colocado.

As novas cotas terão emissão inicial de 10.736.938 unidades ao preço de R$ 9,314 por cota, valor que já inclui o custo unitário de distribuição. Segundo a gestora, a destinação dos recursos está alinhada à manutenção de uma carteira predominantemente lastreada em crédito e à preservação da capacidade de geração de renda.

Em maio, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 16%. De acordo com a gestora, esse retorno corresponde ao rendimento de um investimento tributado equivalente a 132% do CDI. O nível de proventos foi sustentado por reservas acumuladas, mesmo com ajustes estratégicos implementados no mês.

Após o pagamento dos rendimentos, a reserva de lucros encerrou maio em R$ 0,0871 por cota. A administração indicou que o uso tático dessas reservas busca atravessar períodos de realocação sem comprometer a regularidade da distribuição aos cotistas no curto prazo.

ALZC11 inicia quarta emissão de cotas

A oferta será realizada sob o rito da Resolução CVM 160, com possibilidade de distribuição parcial. As novas cotas serão emitidas pelo valor patrimonial, ao preço de R$ 9,314 cada, já considerando um custo unitário de distribuição de aproximadamente R$ 0,0136 por cota. Caso haja recursos remanescentes após o pagamento das despesas da oferta, eles serão incorporados ao patrimônio do fundo.

O cronograma da emissão prevê a colocação inicial de 10.736.938 novas cotas. A captação, se bem-sucedida, pode somar até R$ 100 milhões, ampliando a capacidade de novas alocações em linha com a estratégia de crédito imobiliário. A gestora aponta que a movimentação busca sustentar a expansão do patrimônio e a resiliência da política de distribuição.

Carteira segue concentrada em CRIs e reciclagem

Ao longo de maio, a gestão reduziu algumas posições em fundos imobiliários e reestruturou parte da exposição em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Essas movimentações geraram impactos pontuais na receita do período, tanto pela realização de perdas em vendas quanto pela ausência temporária de determinados ativos nas datas de pagamento de rendimentos.

Segundo a gestora, tais efeitos foram absorvidos por reservas extraordinárias constituídas anteriormente para amparar o processo de reciclagem do portfólio. Ao fim do mês, 75,5% do patrimônio líquido permanecia alocado em CRIs, com carrego próximo de IPCA + 12% ao ano, enquanto os fundos imobiliários representavam 22% da carteira.

A readequação, de acordo com a administração, prioriza ativos com maior potencial de geração de renda recorrente no longo prazo. A combinação de reciclagem seletiva e manutenção de reservas visa mitigar oscilações transitórias na receita, preservando a capacidade de pagamento de proventos.

Emissão amplia capacidade de investimento

Com a nova oferta, a gestão pretende reforçar o ritmo de alocação em crédito imobiliário, mantendo a estratégia central do fundo. A captação em curso busca criar espaço para novas originações e aquisições, além de consolidar ajustes táticos feitos recentemente na carteira.

Na avaliação da gestora, a carteira majoritariamente em CRIs, somada à manutenção de uma distribuição equivalente a 132% do CDI e à ampliação do patrimônio por meio da emissão, tende a sustentar o crescimento do fundo e a capacidade de geração de renda no longo prazo. Eventuais sobras de caixa, após as despesas da oferta, serão integralmente incorporadas ao patrimônio, contribuindo para a eficiência do veículo.

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