A Cushman & Wakefield divulgou estudo apontando que os fundos imobiliários lideraram as aquisições nos segmentos de logística, escritórios e shopping centers no primeiro trimestre de 2026. Entre os principais players, XPML11, HGLG11, BTLP11 e TRXF11 se destacaram pelas maiores operações, reforçando a atratividade do mercado imobiliário no período. O movimento reflete a retomada gradual da confiança e o reposicionamento de portfólios em busca de renda e valorização.
Entre janeiro e março, o mercado registrou 25 transações, somando R$ 8,3 bilhões e 1,2 milhão de metros quadrados negociados. O preço médio ficou em R$ 6.810 por metro quadrado, com cap rate médio de 9,5% ao ano. Esses números indicam seletividade nas compras e foco em ativos com localização estratégica e contratos resilientes.
O XPML11 foi o destaque no varejo ao adquirir participações em shopping centers por R$ 608,7 milhões. A transação incluiu Shopping Pátio Higienópolis, Iguatemi Alphaville, Iguatemi Ribeirão Preto, Iguatemi São José do Rio Preto e Shopping Praia de Belas, somando 27,8 mil metros quadrados. O movimento reforça a tese de shoppings premium com alta ocupação e fluxo qualificado.
O HGLG11 expandiu seu portfólio logístico ao comprar quatro ativos do PATL11 por cerca de R$ 356 milhões: PATL Multimodal Itatiaia, PATL Jundiaí 1, PATL Jundiaí 2 e PATL Ribeirão das Neves. Localizados no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, os imóveis ampliam a capilaridade do fundo em eixos estratégicos.
No segmento industrial, o BTLP11 executou a maior operação do trimestre ao adquirir o portfólio BTLP Cajamar e BTLP Duque de Caxias por R$ 1,08 bilhão. Com 298 mil metros quadrados, os ativos fortalecem a presença em hubs logísticos essenciais para o e-commerce e a distribuição regional.
O TRXF11 diversificou suas alocações ao comprar a Torre Corporativa Orvalho, em São Paulo, por R$ 219,4 milhões, e um galpão da Shopee, em Londrina, por R$ 135,5 milhões, com 33 mil metros quadrados. A combinação de lajes corporativas e logística sugere estratégia balanceada de risco-retorno.
Em síntese, os fundos imobiliários consolidaram protagonismo no 1T26, com operações relevantes em múltiplos segmentos e métricas atrativas de preço e rendimento. A tendência aponta continuidade do apetite por qualidade, contratos sólidos e localização prime.