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XP corta projeções da Natura e mantém compra; veja preço-alvo

XP corta projeções da Natura e mantém compra; veja preço-alvo
Foto: Suno/Banco

A XP Investimentos reduziu as projeções para a Natura (NATU3) após um 1º trimestre de 2026 aquém do esperado e cortou o preço-alvo para R$ 13,50 por ação. Mesmo com a revisão mais conservadora, a casa manteve recomendação de compra, ancorada na expectativa de melhora operacional gradual no segundo semestre. O movimento reflete um ambiente macro mais desafiador e margens ainda pressionadas no Brasil.

Segundo a XP, a decisão de ajustar as estimativas veio da combinação de crescimento mais fraco e rentabilidade decepcionante no início do ano. A corretora revisou para baixo EBITDA e lucro líquido projetados, adotando premissas mais rígidas para custos e promoções no curto prazo. Os analistas ressaltaram que os sinais de recuperação são mais prováveis na segunda metade de 2026.

A redução do preço-alvo para R$ 13,50 ocorre mesmo com a manutenção do viés construtivo de médio prazo. A XP entende que iniciativas de produtividade das consultoras e ajustes comerciais podem sustentar a retomada das receitas à medida que a base de comparação ficar mais favorável. Além disso, a normalização de estoques e disciplina de despesas devem contribuir para recompor margens.

A rentabilidade foi um dos principais pontos negativos do trimestre. No Brasil, a margem bruta ficou em 69,3%, abaixo do esperado, pressionada por inflação de custos e maior intensidade promocional. Para a XP, esse quadro exige cautela adicional nas projeções, ainda que parte do aperto tenda a arrefecer com ganhos operacionais e preço-mix mais equilibrado ao longo do ano.

Outro vetor de incerteza envolve o compromisso vinculante da Advent International, que funcionou como um “piso” técnico para as ações perto de R$ 9,75. A XP alertou que a Advent pode encerrar esse compromisso já em 30 de junho, caso NATU3 se mantenha acima desse nível, o que pode levar a uma reprecificação baseada apenas em fundamentos e aumentar a volatilidade no curto prazo.

Entre os riscos adicionais, a casa cita efeitos do fim da substituição tributária do ICMS no 2º tri, ainda que parte deva ser neutralizada no 3º tri. O pano de fundo macro também segue desafiador, reforçando a necessidade de execução consistente para destravar valor.

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