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TRBL11 registra prejuízo em junho, mas entrega maior dividendo de sua história

TRBL11 registra prejuízo em junho, mas entrega maior dividendo de sua história
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário TRBL11 apurou resultado líquido negativo de R$ 1,104 milhão em junho, após as despesas superarem as receitas no período. O valor equivale a R$ 0,14 negativo por cota e reflete efeitos pontuais no mês.

As receitas de locação somaram R$ 6,060 milhões, ou R$ 0,78 por cota, com reforço do recebimento de dois aluguéis da Shopee. As receitas financeiras atingiram R$ 360 mil, correspondentes a R$ 0,05 por cota, compondo o resultado operacional do mês.

As despesas totalizaram R$ 7,527 milhões. Entre os itens classificados como atípicos e não recorrentes estiveram a liquidação integral da comissão de corretagem vinculada à locação do TRBL Contagem e gastos com a reforma do imóvel para adequação à nova locatária.

TRBL11 anuncia dividendos após resultado negativo

Apesar do resultado mensal negativo, os dividendos foram anunciados em R$ 2,68 por cota, a maior distribuição já realizada pelo fundo. O pagamento incorporou parte dos resultados extraordinários provenientes da venda do Multimodal Duque de Caxias.

O montante ficou próximo do limite superior da projeção previamente divulgada, que indicava distribuição entre R$ 2,40 e R$ 2,70 por cota. A administração destacou o caráter não recorrente dessa distribuição ao compor o valor pago no mês.

Considerando a cotação de fechamento de junho, de R$ 62,58, o pagamento representa dividend yield mensal de 4,28%. Em termos anualizados, o indicador corresponde a 51,4%, levando em conta a natureza não recorrente desse repasse.

Os dividendos distribuídos por fundos imobiliários podem ser isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observadas as condições previstas na legislação aplicável. A verificação do cumprimento dos requisitos legais cabe ao investidor.

Detalhes operacionais e carteira do fundo

O patrimônio líquido encerrou junho em R$ 616 milhões, enquanto o valor de mercado totalizou R$ 484 milhões. O volume médio diário negociado no mês ficou em R$ 776,30 mil, em linha com o histórico recente do fundo.

No portfólio imobiliário, a ocupação física e financeira alcançou 100% após a assinatura de contrato com a Lab System para a última área disponível no TRBL Guarulhos I. O acordo tem prazo de 120 meses e vencimento em 2036.

Com essa locação, o fundo passou a manter cinco ativos, 192.351 metros quadrados de área bruta locável, 12 inquilinos e WALE de 4,81 anos. A diversificação por ativos e prazos de contratos foi reforçada com a nova ocupação.

A carteira está distribuída em três estados. São Paulo concentra três imóveis e 124.306 metros quadrados de ABL; Minas Gerais possui um ativo com 56.749 metros quadrados; e a Bahia reúne um imóvel com 11.295 metros quadrados, segundo o relatório.

Pela receita contratada, a Região ABCD responde por 36%, seguida por Contagem, com 33%, Guarulhos, com 23%, e Feira de Santana, com 8%. Esses percentuais refletem a contribuição geográfica dos imóveis para a geração de receita.

Os contratos típicos representam 84% do total. Em relação aos índices de reajuste, 83% estão vinculados ao IPCA e 17% ao IGP-M, composição que influencia a dinâmica de atualização dos aluguéis ao longo do tempo.

Entre os locatários, a Shopee representa 33,1% da base, seguida por Braskem, com 21,8%, Ambev, com 8,3%, e Futura Tintas, com 7,8%. Os demais inquilinos somam 25,2%, evidenciando a concentração por empresas no portfólio.

O material divulgado aponta inconsistência na abertura setorial, pois os percentuais somam mais de 100%. Os dados indicam participações de 52,4% para E-commerce, 34,5% para Petroquímica, 13,1% para Alimentos e Bebidas, 18,8% para Produção de Tintas e 14,1% para Transportadora.

Diante dessa divergência, os números precisam ser conferidos antes de serem considerados como a divisão integral da carteira. A checagem é necessária para assegurar a leitura correta da exposição setorial do fundo.

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