O fundo imobiliário movimentou R$ 13,6 milhões no pregão desta terça-feira (13), em meio à expectativa por novos anúncios de rendimentos. As cotas encerraram negociadas a R$ 8,00, com recuo de 0,37%.
O dia 15 de outubro é referência no calendário dos fundos imobiliários, com investidores atentos às próximas distribuições de rendimentos. A proximidade da data mantém os proventos no radar dos cotistas.
No pagamento mais recente, referente a setembro, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota. Tiveram direito ao rendimento os investidores posicionados até a data-base de 15 de setembro, com pagamento em 25 de setembro.
Após captar R$ 1,01 bilhão, SNEL11 supera 140 mil cotistas
O fundo ultrapassou a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço da base de investidores do veículo voltado à geração distribuída de energia solar. O novo recorde foi registrado poucos dias após a ultrapassagem dos 135 mil investidores, em 22 de setembro.
Em paralelo, o patrimônio também cresceu. Nesta terça, a Suno Asset participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da gestora a superar a marca de R$ 1 bilhão.
Com a nova captação, o fundo chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. A gestora informa dividend yield de 15,38% ao ano.
A evolução da base chama atenção pelo ritmo em 2026. Em janeiro, eram cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.
O avanço acompanha a estratégia no segmento de geração distribuída de energia solar. O fundo investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.
FII reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais
Durante a abertura do pregão da B3, Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo vem diminuindo gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionando recursos a usinas prontas e em operação.
“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.
A mudança ocorre em um momento de expansão do portfólio. Em agosto, o fundo encerrou o mês com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.
Em setembro, foi formalizada a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.
Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp. Segundo o executivo, esse volume seria suficiente para atender energeticamente cerca de 100 mil residências.