O fundo imobiliário alcançou 115 mil cotistas, um dos maiores avanços entre os FIIs listados na B3 nos últimos 12 meses. Em junho do ano passado, a base somava 34.559 investidores, o que representa alta de aproximadamente 233% no período.
A expansão da base ocorre em paralelo ao crescimento do veículo, com ampliação do portfólio, aumento da liquidez no mercado secundário e a realização da quinta emissão de cotas.
Nos últimos meses, o FII também registrou recordes de negociação na Bolsa, refletindo maior interesse pelo segmento de infraestrutura voltada à geração distribuída de energia solar.
No operacional, o fundo adicionou novas usinas e elevou a capacidade instalada para mais de 100 MWp já em operação.
H2: 5ª emissão do SNEL11 pode levar patrimônio a mais de R$ 3 bilhões
De acordo com o prospecto da oferta, a operação pode elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. A projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, nos termos da emissão.
O plano também inclui um salto da capacidade instalada, de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída conforme os parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeitas às etapas regulatórias e de mercado.
Junho registra maior volume de negociação do FII
O fundo encerrou junho com o maior volume de negociações desde o lançamento. Segundo a gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um recorde de liquidez no período.
O avanço da liquidez ocorreu junto à ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, houve a entrada de 17.327 novos cotistas e a saída de 4.966, resultando em saldo líquido de 12.361 novos cotistas no intervalo apurado.
Energia solar ganha tração no Brasil
O desempenho do fundo acompanha a evolução da geração distribuída, que amplia a quantidade de consumidores abastecidos por usinas fotovoltaicas no país.
Dados atualizados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que o Brasil ultrapassou 8 milhões de unidades consumidoras beneficiadas pela energia solar distribuída. O patamar foi alcançado menos de seis meses após o mercado atingir 7 milhões de consumidores, em janeiro deste ano.
No primeiro semestre de 2026, aproximadamente 413 mil novas unidades consumidoras passaram a utilizar créditos provenientes de usinas solares, confirmando a continuidade da expansão da fonte no país.