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SNEL11 cresce a 95 mil cotistas e projeta alta de receitas com tarifas

SNEL11 cresce a 95 mil cotistas e projeta alta de receitas com tarifas
PATL11: fundo imobiliário anuncia lucro 25% maior. Foto: Suno/Banco

O SNEL11 reporta avanço de 95 mil cotistas e reforça a tese de crescimento com base nos reajustes tarifários aprovados por distribuidoras como Light e Copel. Em março, o fundo movimentou R$ 75,3 milhões, com média diária próxima de R$ 3,5 milhões, refletindo maior liquidez e visibilidade no mercado secundário. A gestão mantém distribuição mensal de R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado de 14,97%, alinhando previsibilidade e disciplina de caixa.

O patrimônio líquido alcançou R$ 946 milhões em março, dando suporte à expansão orgânica e à integração de novos ativos. Segundo o analista Gabriel Barbieri, a base de investidores passou de 86 mil em março para 95 mil atualmente, evidenciando a tração comercial do produto. A inflação de energia, acima do IPCA, ancorada por custos da CDE, favorece a atualização dos contratos e sustenta a receita operacional.

Impacto dos reajustes na tese do fundo SNEL11

Nos contratos expostos às áreas de concessão da Light e da Copel, os reajustes aprovados devem ampliar o fluxo de caixa dos aluguéis, sustentando a rentabilidade. “Esse ano, olhando a tese do SNEL11, é muito positivo. Esses ajustes tendem a aumentar o fluxo de caixa dos aluguéis dos nossos ativos”, afirmou Barbieri. O movimento reforça a resiliência dos recebíveis lastreados em geração distribuída e a indexação favorável.

A gestora mantém guidance de distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota até junho de 2026, priorizando equilíbrio entre crescimento do patrimônio e geração de caixa recorrente. A estratégia busca mitigar volatilidade, assegurar previsibilidade nos dividendos e preservar alavancagem controlada, mesmo com o pipeline de novas usinas e contratos.

Entre os destaques operacionais, a UFV Soleil segue com ocupação acima de 100%, impulsionando eficiência e diluição de custos fixos. Os projetos Matozinhos 1 e 2 e Sete Lagoas já foram integrados ao portfólio, ampliando escala e diversificação geográfica. Essa base operacional mais robusta contribui para estabilidade de receitas e suporte a futuras emissões.

Para os próximos meses, a prioridade recai sobre execução disciplinada, captura de reajustes e manutenção do ritmo de alocação. Com maior liquidez, base de 95 mil cotistas e contratos beneficiados por tarifas, o SNEL11 consolida sua posição no segmento de geração distribuída. Palavras-chave como Light e Copel ganham relevância ao ancorar o racional de crescimento.

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