Mercado Financeiro

Ibovespa sobe com bancos e Petrobras em dia volátil; veja o que aconteceu

Ibovespa sobe com bancos e Petrobras em dia volátil; veja o que aconteceu
Ibovespa sobe com bancos e Petrobras em dia volátil

O Ibovespa encerrou a quinta-feira (21) em alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos, em uma sessão marcada por forte oscilação e giro financeiro de R$ 23,8 bilhões. O avanço foi sustentado por bancos e Petrobras (PETR4), em meio a rumores de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã para reduzir tensões no Oriente Médio. A notícia não foi confirmada, mas bastou para mudar o humor do mercado à tarde.

No intraday, o índice oscilou entre 175.805,16 pontos na mínima e 178.546,59 na máxima, refletindo a cautela dos investidores. A virada ocorreu quando circularam comentários sobre negociações envolvendo Washington e Teerã, elevando o apetite por risco. Com isso, gestores aproveitaram para recompor posições em ações cíclicas e empresas de maior liquidez.

O dólar à vista recuou 0,06% e fechou a R$ 5,001, após tocar mínima abaixo de R$ 4,99. A fraqueza da moeda americana acompanhou a queda dos juros futuros e a percepção ligeiramente menor de risco geopolítico. A movimentação também foi influenciada pelo exterior e pela leitura de que o fluxo para emergentes pode ganhar tração se o temor global arrefecer.

As bolsas de Nova York fecharam em território positivo, com Dow Jones (+0,28%), S&P 500 (+0,40%) e Nasdaq (+0,39%). O desempenho refletiu balanços corporativos, com destaque para a Nvidia, e a leitura de dados que não alteraram a expectativa de política monetária nos Estados Unidos. Esse pano de fundo favoreceu ativos de risco mundo afora.

O setor financeiro liderou os ganhos no pregão: Itaú (ITUB4) subiu 1,13%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11) e Bradesco avançaram em bloco. Petrobras (PETR4) ganhou 0,78%, mesmo com o petróleo em queda, ajudando a sustentar o Ibovespa. Entre as maiores altas do dia, apareceram CSN (CSNA3) (+2,12%), Ambev (ABEV3) (+1,66%), B3 (B3SA3) (+1,61%) e Usiminas (USIM5) (+1,56%).

Já do lado negativo, Minerva (BEEF3) recuou 5,40% e Hapvida (HAPV3) caiu 5,35%, acompanhadas por MRV (MRVE3) (-3,11%) e Copasa (CSMG3) (-2,92%). O movimento indica seletividade e realização de lucros em papéis que vinham acumulando ganhos recentes.

Em síntese, o pregão combinou alívio externo, rotação setorial e reprecificação de risco, mantendo o Ibovespa próximo das máximas históricas e o câmbio ancorado ao redor de R$ 5,00.

ACESSO RÁPIDO

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