A Caixa Econômica Federal rescindiu o contrato de locação com o RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) e devolveu o “Imóvel Italianos”, em São Paulo. Segundo o relatório gerencial de abril, a gestora Rio Bravo já iniciou a prospecção de um novo inquilino e receberá a multa rescisória prevista, mitigando parte do impacto no fluxo de caixa do fundo.
Em abril, o portfólio do RBVA11 somava 70 propriedades, com área bruta locável de 285 mil m², patrimônio líquido de R$ 1,67 bilhão e vacância física de 8,7%. O valor de mercado fechou em R$ 1,55 bilhão, com 92.778 cotistas na base. A administração segue ativa na locação de ativos vagos em Jundiaí, Recife, Fortaleza, Santos, Santo André e São Paulo.
Na capital paulista, o pipeline de locação inclui imóveis no Bom Retiro, Avenida Paulista e Avenida Duque de Caxias. A estratégia visa reduzir a vacância e alongar prazos contratuais, preservando a renda imobiliária e a previsibilidade dos dividendos.
Reciclagem de portfólio do RBVA11
Os contratos celebrados com a Ultra Academia, para unidades na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, têm prazo de 20 anos e já contribuíram para diminuir a vacância. A entrada de um operador de varejo de serviços reforça a diversificação setorial e dilui riscos de concentração.
Em abril, o fundo concluiu a venda de um imóvel ocupado pela Caixa na Avenida Senador Queiróz, no centro de São Paulo, apurando lucro contábil de R$ 3,6 milhões (R$ 0,02 por cota) e TIR de 15,4% ao ano em quase 14 anos. Essa foi a 32ª alienação desde 2019, somando R$ 309,6 milhões em vendas e R$ 104 milhões em lucros contábeis, alinhada à estratégia de reciclagem.
Em maio, o RBVA11 adquiriu integralmente o imóvel da Portobello na Alameda Gabriel Monteiro da Silva por R$ 81 milhões. Antes, havia comprado três propriedades (Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia) por R$ 111,6 milhões, parcialmente financiadas pela sexta emissão de cotas, que captou R$ 96,5 milhões. Essas aquisições buscam reforçar a qualidade do portfólio, com ativos em localizações premium e contratos de longo prazo.
Com a devolução do “Imóvel Italianos”, a gestora acelera a comercialização do espaço e segue equilibrando alienações lucrativas com aquisições estratégicas, sustentando o perfil de renda do RBVA11.