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BTG projeta salto de 50% para Pague Menos (PGMN3); veja novo preço-alvo

BTG projeta salto de 50% para Pague Menos (PGMN3); veja novo preço-alvo
Foto: Suno/Banco

A Pague Menos (PGMN3) entrou em um novo ciclo de avanço, combinando expansão com disciplina financeira, segundo o BTG Pactual. A recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 9 refletem um potencial de valorização superior a 50%, sustentado por execução operacional e reprecificação de riscos. Essa visão positiva considera melhorias estruturais e um balanço mais robusto após ações recentes de capital.

O histórico da companhia é dividido em três atos: crescimento acelerado, desafios na integração da Extrafarma e um turnaround ancorado em eficiência. Nesse contexto, o follow-on de R$ 459 milhões foi decisivo para reduzir alavancagem, reforçar capital de giro e aumentar o free float. Esses movimentos criaram base para capturar ganhos de produtividade e acelerar a maturação de lojas, pilares da retomada da PGMN3.

Nos indicadores comerciais, a rede já acumula oito trimestres consecutivos de avanço de receita em dois dígitos, evidenciando resiliência de demanda e melhoria de mix. Ainda assim, a produtividade por loja segue cerca de 35% abaixo de pares como a Raia Drogasil, o que indica um amplo espaço para convergência operacional. A equalização de sortimento, a otimização de layout e a gestão de estoques são vetores centrais desse processo.

Medicamentos GLP-1 despontam como alavanca estratégica de crescimento e rentabilidade. Itens para diabetes e obesidade já respondem por 9% das vendas e apresentam recorrência elevada, tíquete médio superior e baixa elasticidade. O BTG estima que essa categoria, sozinha, acrescente cerca de 3 pontos percentuais ao crescimento de receita, abrindo margem para iniciativas de fidelização e serviços clínicos.

Projeções do banco apontam expansão média de EBITDA de 15% ao ano entre 2025 e 2028, com ganho de margem e avanço do lucro por ação. Mesmo após a recuperação recente, as ações seguem negociando abaixo dos múltiplos históricos e dos pares, sugerindo assimetria favorável na avaliação. A execução consistente deve ser o catalisador para re-rating.

Para investidores, o case combina desalavancagem, crescimento com qualidade e opcionalidades em categorias de alto potencial. A manutenção do foco em eficiência e capital disciplinado pode acelerar a captura de sinergias e reduzir o gap de produtividade. Nesse cenário, a PGMN3 consolida um ciclo mais sustentável, com fundamentos para destravar valor no médio prazo.

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