A Petrobras (PETR4) recebeu uma nova meta de preço da XP nesta segunda-feira (8), elevada de R$ 47 para R$ 63, com manutenção da recomendação de compra. A mudança decorre da atualização das premissas para o mercado internacional de petróleo, refletindo um cenário mais resiliente para o Brent diante de riscos geopolíticos e oferta ainda apertada.
A XP revisou suas estimativas para o petróleo Brent, agora projetando US$ 86 por barril em 2026, US$ 75 em 2027 e US$ 70 a partir de 2028, acima das projeções anteriores. Os analistas destacam que, mesmo com a perspectiva de normalização parcial dos fluxos no Estreito de Ormuz, o prêmio de risco deve permanecer no curto e médio prazo, sustentando preços mais altos que o consenso.
No caso da PETR4, a casa estima yield de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 13% tanto em 2026 quanto em 2027. As projeções indicam FCFE de US$ 15,1 bilhões em 2026 e US$ 14,9 bilhões em 2027, o que pode sustentar um dividend yield acima de 10% nesses dois anos, reforçando a atratividade do papel para investidores em busca de renda.
As revisões não ficaram restritas à Petrobras. A XP elevou o preço-alvo de PRIO (PRIO3) de R$ 64 para R$ 78, de Brava Energia (BRAV3) de R$ 22 para R$ 25 e de PetroReconcavo (RECV3) de R$ 12 para R$ 13. As recomendações de compra foram mantidas para PRIO3 e BRAV3, enquanto RECV3 seguiu com classificação neutra, refletindo um perfil de risco-retorno mais equilibrado.
Apesar do tom positivo, a XP ressalta que riscos permanecem. Parte dos investidores institucionais ainda aposta em excesso de oferta global, o que poderia pressionar o Brent para a faixa de US$ 60 por barril. Esse cenário implicaria menor geração de caixa e pressão sobre o potencial de distribuição de dividendos.
Em síntese, a atualização da meta para PETR4 reflete uma combinação de preços do Brent mais robustos, disciplina de capital e forte geração de caixa. Entretanto, a trajetória do petróleo seguirá determinante para os retornos do setor, exigindo monitoramento dos desdobramentos geopolíticos e dos sinais de oferta e demanda globais.