O fundo imobiliário MXRF11 confirmou o rendimento de setembro em R$ 0,10 por cota, valor mantido desde maio. Considerando a cotação de R$ 9,30, os dividendos do MXRF11 correspondem a um dividend yield mensal aproximado de 1,08%. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação.
O pagamento ocorrerá em 15 de setembro de 2026 aos investidores com posição até o encerramento do pregão de 31 de agosto de 2026, data de corte definida pela gestora. Não houve alteração no patamar do provento frente aos meses anteriores.
Dividendos do MXRF11 em setembro
No relatório gerencial de junho, os rendimentos apurados em regime de caixa somaram R$ 50,47 milhões, equivalentes a R$ 0,1097 por cota. A origem foi distribuída entre o book de CRIs (R$ 41,52 milhões), o book de FIIs (R$ 5,98 milhões) e o segmento de permutas (R$ 5,1 milhões).
O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 4,24 bilhões. O valor patrimonial ficou em R$ 9,2293 por cota, com reserva acumulada de correção monetária de R$ 24,28 milhões, ou R$ 0,052 por cota. Na competência, a distribuição de R$ 0,10, paga em 14 de julho, correspondeu a 86,87% do CDI líquido, ou 102,20% com gross-up de 15%.
A base de cotistas alcançou 1.485.336 investidores, após adição líquida de 16.823 participantes. No mesmo período, o fundo iniciou sua 12ª oferta de cotas, com captação base de R$ 1,0 bilhão, conforme indicado no documento.
Carteira do fundo e movimentações em junho
A alocação do portfólio no fim de junho estava dividida entre CRIs (73,9%), fundos imobiliários (15,2%), permutas financeiras (9,1%) e caixa (1,9%). A posição em cotas de FIIs totalizava R$ 634,50 milhões sob gestão, segundo o relatório.
Por indexador, ativos em IPCA+ e INCC+ representavam 78,16% do book, com taxa média de aquisição de 8,68% ao ano. Os atrelados ao CDI+ somavam 6,33%, enquanto as posições em FIIs completavam 15,51%. O spread de crédito médio ponderado a mercado estava em 151 pontos-base, com LTV médio de 56%.
Na carteira de CRIs, a exposição por setor concentrava-se em imobiliário residencial (32,06%), outros (25,95%), varejo alimentício (19,78%) e varejo (7,63%). O cronograma de vencimentos indicava que 75% dos títulos vencem a partir de 2031, alongando o perfil da dívida.
Entre as movimentações, houve aporte de R$ 65 milhões na compra do CRI BGR Cidade Jardim, a IPCA + 9,85% ao ano, e investimento de R$ 45 milhões no FII BGRJ11. Em contrapartida, ocorreram alienações parciais em sete CRIs, com ganho de capital de R$ 1,1 milhão, além do pré-pagamento das operações de GPA e Kroton.
O fundo também vendeu R$ 8 milhões no FII MCLO11, com ganho de R$ 730 mil. A gestão segue monitorando os créditos de Urbplan Mezzanino, AIZ/Pesa e Arquiplan/Beside, sem alteração de status reportada no período.