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Resultado do MCCI11 cai quase 18%; gestão mantém projeção de dividendos

Resultado do MCCI11 cai quase 18%; gestão mantém projeção de dividendos
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário MCCI11 reportou resultado líquido de R$ 16,87 milhões em setembro de 2026, equivalente a R$ 0,99 por cota. O montante ficou 17,75% abaixo do observado em agosto, de acordo com o relatório gerencial divulgado em outubro.

Mesmo com a retração mensal, a distribuição foi mantida em R$ 1,00 por cota, totalizando R$ 16,96 milhões destinados aos investidores. A política de pagamentos não sofreu alteração no período, segundo a gestão.

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Considerando o preço de referência de R$ 94,60, o repasse correspondeu a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,06%. Pelo critério adotado pela gestão, a remuneração equivale a um dividend yield anualizado de 13,4%.

As receitas de setembro somaram R$ 18,22 milhões, diante de despesas de R$ 1,36 milhão. Juros e prêmios de operações de crédito contribuíram com R$ 9,11 milhões, enquanto a atualização monetária adicionou R$ 3,11 milhões ao resultado.

O fundo também recebeu R$ 2,21 milhões em dividendos de outros FIIs e apurou R$ 2,32 milhões em ganhos de capital com esses investimentos. Houve ainda R$ 1,08 milhão em ganhos de capital em operações de crédito e R$ 392,4 mil provenientes de aplicações de caixa.

MCCI11 mantém expectativa de dividendos até dezembro

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o FII registrou receitas de R$ 161,32 milhões e resultado líquido de R$ 149,15 milhões, o que equivale a R$ 8,79 por cota. As distribuições realizadas no período alcançaram R$ 152,64 milhões, ou R$ 9,00 por cota.

Ao final de setembro, havia R$ 0,25 por cota em resultados acumulados ainda não distribuídos. Esse montante poderá ser utilizado para complementar rendimentos futuros, conforme critérios da gestão.

Para o segundo semestre, foi preservada a estimativa de pagamentos mensais entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. A expectativa apresentada era manter os dividendos do MCCI11 próximos ao limite superior desse intervalo pelo menos até a competência de dezembro de 2026, cujo pagamento está previsto para janeiro de 2027.

A administração ressalta que a projeção está sujeita a alterações e não representa garantia de distribuição. Eventuais mudanças dependerão do desempenho da carteira e das condições de mercado.

MCCI11 mantém 90% dos recursos investidos em ativos-alvo

O relatório de setembro detalhou uma carteira formada por 26 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e participações em 20 fundos imobiliários de recebíveis. Os ativos-alvo representavam 90% dos recursos do FII, sendo 79% alocados em operações de crédito imobiliário e 11% em cotas de outros fundos. Os 10% restantes permaneciam em caixa.

Entre os CRIs, a exposição a títulos indexados ao IPCA atingia 95%, enquanto operações atreladas ao CDI representavam 5%. A composição setorial do crédito concentrava 63% no segmento logístico, seguida por 18% no residencial.

Os demais setores incluíam varejo essencial, com 10%, imóveis comerciais, com 8%, e empreendimentos hoteleiros, com 1%. A gestão manteve a diversificação por prazo e indexadores em linha com a estratégia do fundo.

Quanto à localização das garantias, São Paulo detinha 59% de participação. Outros estados do Sudeste respondiam por 17%, o Centro-Oeste por 11%, enquanto Norte e Nordeste somavam 10%. O Distrito Federal representava 3% e o Sul, 1%, conforme os percentuais arredondados divulgados.

A carteira e os indicadores operacionais reforçam a manutenção de alocação em ativos-alvo e a diretriz de distribuir resultados dentro do intervalo sinalizado para o semestre, observadas as premissas do relatório gerencial.

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