A ITSA4 abriu 2026 com desempenho acima do esperado, reforçando a estratégia de geração e distribuição de caixa aos acionistas. A holding reportou lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no primeiro trimestre, uma alta de 17% em relação ao mesmo período de 2025, sustentada por eficiência operacional e maior contribuição das investidas. O avanço confirma disciplina na alocação de capital e foco em rentabilidade.
O ROE recorrente atingiu 20,1%, incremento de 2,7 pontos percentuais na comparação anual, refletindo qualidade do portfólio e gestão rigorosa de custos. Segundo Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa, a diversificação e a resiliência das empresas investidas têm amortecido impactos de um ambiente global mais volátil, preservando margens e geração de caixa.
Como principal alavanca de resultados, o Itaú Unibanco manteve trajetória positiva, com expansão da carteira de crédito no Brasil e na América Latina, controle da inadimplência e melhora contínua do índice de eficiência, que alcançou 37,1%. O resultado recorrente consolidado das participações somou R$ 4,8 bilhões, avanço de 16% em base anual, comprovando a relevância do banco na composição do lucro.
As investidas não financeiras também aceleraram, com crescimento de 76% no período. A Dexco evoluiu nas linhas de madeira e metais, enquanto a Alpargatas voltou a expandir receita, Ebitda e lucro, apoiada por racionalização de portfólio e captura de eficiência. A Motiva se beneficiou de reajustes tarifários e maior tráfego, e a Copa Energia elevou volumes e margens, impulsionando Ebitda e lucro. A Aegea seguiu sob pressão financeira, mas o aumento de capital elevou a participação da holding para 13,27%.
Em proventos, a companhia distribuiu R$ 1,3 bilhão aos acionistas, avanço de 39% na base anual, alinhado ao compromisso de retorno consistente. Nos últimos 12 meses, o dividend yield acumulado foi de 8,8%, patamar competitivo frente a pares e ao custo de oportunidade doméstico.
Com execução sólida e governança ativa, a ITSA4 combinou crescimento de lucros, ROE recorrente elevado e disciplina de capital, resultando em retorno total ao acionista de 67,6% no período, superando os principais índices de mercado. A perspectiva segue favorável, ancorada no desempenho do Itaú Unibanco e no ganho de tração das investidas não financeiras.