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IRIM11 divulgou resultado em setembro e manteve distribuição

IRIM11 divulgou resultado em setembro e manteve distribuição
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário IRIM11 apurou resultado de R$ 23,40 milhões em regime de caixa em setembro de 2026, abaixo dos R$ 31,78 milhões observados no mês anterior. A variação decorreu do menor impacto da atualização monetária dos recebíveis imobiliários sobre as receitas do portfólio no período.

IRIM11 reduz resultado e utiliza ganhos de agosto

Mesmo com o recuo do resultado, a distribuição aos cotistas superou o montante do mês. Foram destinados R$ 26,42 milhões, equivalentes a R$ 0,75 por cota, com uso de parte dos ganhos extraordinários obtidos em agosto, conforme detalhou a gestão.

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O resultado distribuível de setembro foi de R$ 0,66 por cota. Ao final do mês, o fundo mantinha R$ 0,10 por cota em resultados acumulados no semestre, saldo que, de acordo com as regras aplicáveis, pode reforçar distribuições futuras quando necessário.

Com base na cotação de R$ 60,89 no encerramento de setembro, os proventos representaram dividend yield mensal de 1,23%. Em uma janela de 12 meses, o FII distribuiu R$ 10,03 por cota, desempenho que correspondeu a 16,47% sobre o preço de mercado e a 12,11% em relação ao valor patrimonial.

Inflação afeta receitas e perspectivas do fundo

As receitas dos investimentos do fundo somaram R$ 25,33 milhões em setembro, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,93 milhão. Esse quadro resultou no desempenho em regime de caixa reportado para o mês.

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) responderam por R$ 20,97 milhões das receitas. Dentro desse montante, a administração informou R$ 18,73 milhões em juros e R$ 3,27 milhões em correção monetária. As cotas de outros fundos imobiliários acrescentaram R$ 4,59 milhões em rendimentos, ao passo que as negociações desses ativos geraram saldo negativo de R$ 611,8 mil.

Segundo a administração, a inflação mais baixa continuará influenciando o resultado de outubro, em função da defasagem de aproximadamente dois meses na atualização de grande parte dos CRIs. A gestão também apontou que o IPCA de 0,82% registrado em setembro poderá favorecer as receitas a partir de novembro, quando seus efeitos começarem a ser incorporados aos títulos.

Ao longo de setembro de 2026, o fundo promoveu ajustes pontuais na carteira. Houve novas aplicações em crédito imobiliário, redução de posições em fundos e atualização sobre ativos que seguem em processos de recuperação ou monetização, conforme o relatório.

Na composição patrimonial do encerramento do mês, os CRIs representavam 79% do patrimônio líquido. As participações em outros fundos imobiliários correspondiam a 20,88%, refletindo a presença de alocações táticas em fundos listados.

Dentro da carteira de recebíveis, 86,32% da exposição estava atrelada ao IPCA, o que direciona parte relevante da geração de receita à variação do índice. Os CRIs do portfólio apresentavam taxa média de aquisição de 9,66% ao ano, acrescida dos respectivos indexadores, e duration média de 3,5 anos.

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