O IFIX terminou o pregão desta terça-feira (6) aos 3.908,78 pontos, alta de 2,26%. O ganho corresponde a 86,46 pontos frente ao fechamento anterior, de 3.822,32 pontos. Foi a segunda valorização seguida após o primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira (5), o índice havia avançado 1,34%.
Ao longo da sessão, o índice de fundos imobiliários abriu em 3.822,10 pontos, mesmo nível da mínima do dia, e bateu a máxima em 3.911,59 pontos. O encerramento ficou 2,81 pontos abaixo do pico intradiário e a 35,60 pontos da máxima das últimas 52 semanas, de 3.944,38 pontos.
O desempenho ocorreu na contramão do Ibovespa, que perdeu força após a disparada da véspera. O principal índice de ações da B3 recuou 0,53% nesta terça, aos 205.835,29 pontos. O mercado seguiu precificando o resultado do primeiro turno, com reprecificação dos ativos brasileiros e forte queda dos juros longos, movimento que vem beneficiando os FIIs desde a segunda-feira.
IFIX registra segunda alta consecutiva
Entre as maiores altas do dia, o TGAR11 (FII TG Ativo Real) liderou com valorização de 10,68%, a R$ 48,99. Na sequência, o BCRI11 (FII Banestes Recebíveis Imobiliários) subiu 7,33%, encerrando a R$ 56,94.
A terceira maior alta foi do ARRI11 (FII Átrio REIT Recebíveis Imobiliários), com avanço de 6,52%, para R$ 4,73. O URPR11 (FII Urca Prime Renda) ganhou 6,22%, fechando a R$ 21, enquanto o VILG11 (FII Vinci Logística) completou o grupo com alta de 5,75%, a R$ 99,92.
Na ponta oposta, apenas três fundos figuraram entre as maiores quedas do pregão. O JSCR11 (JS Recebíveis Imobiliários FII) caiu 0,49%, a R$ 8,10. O KNUQ11 (Kinea Unique HY CDI FII) recuou 0,17%, fechando a R$ 102,27, e o LIFE11 (FII Life Capital Partners) registrou baixa de 0,14%, para R$ 7,03.
Sobe e desce dos FIIs no pregão
A sessão foi marcada por fôlego adicional nos fundos de recebíveis e de logística, favorecidos pela queda dos juros longos. O movimento reforçou o rali iniciado na segunda-feira (5) e manteve o IFIX próximo da máxima de 52 semanas, em 3.944,38 pontos. Mesmo com a desaceleração do Ibovespa, os FIIs seguiram sustentados pela reprecificação dos ativos domésticos após o primeiro turno.
Apesar do predomínio de altas, poucas cotas figuraram no campo negativo e com perdas moderadas, em um dia de liquidez distribuída entre diferentes segmentos do mercado de fundos imobiliários. Os dados de preços e percentuais refletiram o apetite dos investidores por renda passiva atrelada ao setor imobiliário, em ambiente de taxa longa em queda.
FIIs mais negociados do dia
Entre os mais negociados, o MXRF11 (Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliário) liderou em volume, com 3,43 milhões de cotas e alta de 2,18% no dia. O GGRC11 (Zagros Renda Imobiliária FII) movimentou 2,78 milhões de cotas, com ganho de 2,20%, enquanto o SNEL11 (Fundo de Investimento Imobiliário Suno Energias Limpas) somou 2,01 milhões de cotas, avançando 0,38%.
Na lista de maior giro, o CPTS11 (Capitania Securities II Fundo de Investimento Imobiliário) negociou 1,54 milhão de cotas e subiu 1,43%. Já o GARE11 (FII Guardian Logística) teve 1,43 milhão de cotas transacionadas, com alta de 3,43% no fechamento.
O comportamento do mercado mostrou continuidade ao ajuste visto desde a segunda-feira (5), mantendo o foco nas curvas de juros e na leitura dos desdobramentos do processo eleitoral. Com isso, o IFIX consolidou a segunda sessão seguida de valorização e permaneceu a poucos pontos do topo de 12 meses.
