O fundo imobiliário GGRC11 concluiu a 11ª emissão de cotas ao captar R$ 1,48 bilhão, encerrando uma das maiores ofertas recentes do mercado de fundos imobiliários. A operação foi finalizada com a colocação integral do volume previsto, conforme informado ao mercado pela gestora do FII.
No terceiro e último período de subscrição, o fundo levantou R$ 734,5 milhões, com a subscrição e integralização de 65.326.855 cotas. Somadas às etapas anteriores, a emissão totalizou 131.901.519 cotas, atingindo integralmente o volume programado para a oferta.
No agregado, a oferta movimentou R$ 1.483.511.002,94, já computando o custo unitário de distribuição. Com a captação do montante máximo planejado, a administração confirmou o encerramento da emissão.
A conclusão da oferta amplia a capacidade financeira do fundo para dar sequência à estratégia de crescimento do portfólio. Nos últimos meses, a alocação de recursos tem priorizado aquisições de ativos logísticos em diferentes regiões do país.
GGRC11 encerra oferta com volume máximo
De acordo com o comunicado, a totalidade das cotas ofertadas foi distribuída após o exercício do direito de preferência e dos três períodos de subscrição. Dessa forma, a emissão alcançou o volume máximo inicialmente estabelecido pela operação.
A gestão destacou a continuidade do plano de expansão por meio de gestão ativa e novas aquisições no segmento logístico. O reforço de caixa obtido viabiliza a manutenção desse movimento em linha com a diretriz do fundo.
Como é a carteira do GGRC11
O patrimônio do fundo está alocado em 38 imóveis, que somam mais de 786 mil metros quadrados de área bruta locável e contam com 44 inquilinos. O prazo médio de contratos (WAULT) é de 4,06 anos, parâmetro que sustenta a previsibilidade de receitas.
A tipologia é concentrada em logística, com 70,12% do portfólio, seguida por ativos híbridos (16,35%) e industriais (13,53%). A ocupação física alcança 99,81%, reduzindo a vacância a 0,19%, praticamente sem espaços ociosos na carteira.
Entre os contratos, 86,15% são atípicos e 13,85% típicos. A base de locatários é diversificada: comércio varejista (30,92%); máquinas, equipamentos, veículos e peças (28,82%); alimentos e bebidas (17,28%); e química e petroquímica (11,19%). Completam a lista metalurgia e siderurgia (3,82%), tecnologia (2,98%), agronegócio (2,57%) e têxtil (2,43%). A locação média do portfólio está cerca de 21,32% abaixo da média nacional dos preços pedidos, em cálculo que considera o novo inventário e galpões especulativos.
Desempenho e base de investidores do GGRC11
Desde a estreia, em abril de 2017, o FII acumula rentabilidade total de 96,66%, superando os 90,46% do IFIX no mesmo período. Em termos líquidos, o retorno equivale a 96,37% do CDI líquido e a 161,69% do IPCA, segundo dados divulgados pela gestão.
O volume negociado também ganhou destaque. Em maio, foram movimentadas 19,851 milhões de cotas, com giro médio diário de aproximadamente R$ 10,1 milhões e total de cerca de R$ 201,3 milhões no mês, a maior movimentação mensal da história do fundo. A base de investidores atingiu 356.495 cotistas, com ingresso líquido de 14.803 no período, colocando o FII entre os dez maiores do mercado em número de cotistas.
Ao longo de dez emissões, o fundo já colocou mais de 214 milhões de cotas. A cota patrimonial está em R$ 11,02, com patrimônio líquido de R$ 2,363 bilhões, enquanto o valor de mercado soma R$ 2,174 bilhões, refletindo o estágio atual de desenvolvimento do portfólio.