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Gerdau (GGBR4) ganha sinal verde da Fitch e mira novo degrau no rating

Gerdau (GGBR4) ganha sinal verde da Fitch e mira novo degrau no rating
Imagem gerada por IA

A Fitch Ratings manteve os ratings de longo prazo da Gerdau (GGBR4) em “BBB” nas moedas local e estrangeira e preservou o rating nacional em “AAA(bra)”. A agência, porém, alterou a perspectiva de estável para positiva, abrindo espaço para um eventual upgrade no curto e médio prazo.

Segundo a avaliação, a mudança decorre de sinais de fortalecimento do perfil de crédito da siderúrgica. Entre os vetores, a Fitch citou avanço do perfil de negócios, maior participação na América do Norte e recuperação gradual das operações no Brasil.

A agência indicou que a leitura atual permanece ancorada em fundamentos operacionais e financeiros. Entre eles, destacou “forte perfil de negócios”, geração de caixa resiliente, liquidez robusta e “estrutura de capital conservadora”.

Gerdau avança com EUA e Brasil
De acordo com a Fitch, a América do Norte segue como peça central na performance recente. Em 2025, a região respondeu por cerca de 62% do EBITDA da companhia, enquanto o Brasil representou 31% e a América do Sul, 7%.

Nos Estados Unidos, as operações continuam favorecidas pela demanda por aços longos em data centers, energia solar e infraestrutura. As tarifas mais altas da Seção 232 dos Estados Unidos, que passaram de 25% para 50%, também devem seguir sustentando preços no mercado local.

No Brasil, a agência vê melhora gradual nos preços de aço longo, acompanhada de retração das importações após medidas antidumping. Entre janeiro e maio de 2026, as importações de aços longos diminuíram 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A combinação desses fatores reforça a leitura de diversificação geográfica e de resiliência operacional. A Fitch avalia que a companhia mantém posição competitiva relevante nos mercados em que atua, com exposição a segmentos de demanda estrutural.

Fitch projeta caixa e alavancagem favoráveis
Nas projeções, a Fitch estima EBITDA de R$ 11,8 bilhões em 2026 e R$ 12,3 bilhões em 2027, com margem em torno de 17%. A agência também prevê fluxo de caixa livre positivo, incluindo R$ 2,4 bilhões em 2026, sustentado por disciplina financeira e normalização de investimentos.

O capex projetado é de R$ 4,7 bilhões em 2026, abaixo dos R$ 6,1 bilhões registrados em 2025. Para a Fitch, a fase mais intensa do ciclo de investimentos se aproxima do fim, o que tende a aliviar a necessidade de desembolsos e fortalecer o caixa.

A alavancagem permanece em patamar baixo nas estimativas. Para 2026, a agência calcula dívida bruta/EBITDA de 1,1 vez e dívida líquida/EBITDA de 0,6 vez. Entre 2027 e 2028, a média projetada recua para 0,9 vez e 0,2 vez, respectivamente, refletindo geração de caixa sólida.

A companhia segue, ainda, com ratings acima do teto-país do Brasil. A Fitch ressalta que o EBITDA das operações nos Estados Unidos deve cobrir as despesas consolidadas com juros em moeda forte em mais de 6 vezes nos próximos 12 meses, o que reduz o risco de pressão externa sobre o balanço.

No conjunto, a manutenção dos ratings em “BBB” e “AAA(bra)”, combinada com a revisão da perspectiva para positiva, indica avaliação favorável do perfil de crédito. A agência condiciona avanços futuros ao desempenho operacional, evolução da demanda nas principais regiões e manutenção dos indicadores financeiros projetados.

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