FIIs

Provento do MCRE11 chega a 1,21% ao mês; saiba os detalhes aos cotistas

Provento do MCRE11 chega a 1,21% ao mês; saiba os detalhes aos cotistas
Imagem gerada por IA

Os dividendos do MCRE11 serão de R$ 0,11 por cota na competência de junho de 2026, montante mantido sem alterações desde fevereiro de 2025. O fundo informou que o pagamento ocorrerá no mês seguinte, preservando o mesmo patamar observado ao longo do período recente.

O crédito será distribuído em 22 de julho de 2026. Terão direito ao provento os investidores posicionados até o encerramento do pregão de 15 de julho de 2026, data-base definida pela gestão. O valor segue alinhado à política de distribuição adotada no primeiro semestre de 2026.

Com a cotação de fechamento de junho em R$ 9,12, o provento equivale a um Dividend Yield mensal aproximado de 1,21%. Na referência de maio, paga em junho, o yield anualizado alcançou 15,3%, tomando como base o preço de fechamento de R$ 9,23 naquele período.

Os rendimentos permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidas as condições previstas na legislação. A gestão reforçou o compromisso com a manutenção do nível de distribuição observado no semestre.

Como estão os dividendos do MCRE11 em julho de 2026

No último relatório divulgado, referente a maio, o resultado totalizou R$ 7,8 milhões, equivalentes a R$ 0,07 por cota. Para viabilizar a distribuição de R$ 0,11 por cota naquele mês, houve a utilização de R$ 0,04 por cota em reservas, conforme detalhado pela administração.

As receitas somaram R$ 10,1 milhões no período, enquanto a distribuição total atingiu R$ 12,3 milhões. Além do resultado recorrente, a gestão destacou o suporte vindo dos veículos intermediários que compõem a estratégia de alocação do fundo, contribuindo para a estabilidade dos pagamentos.

O veículo que detém as cotas de TRXF11, por exemplo, acumulava R$ 0,06 por cota, algo próximo de R$ 6,5 milhões, em dividendos recebidos. Esse fluxo adicional reforça a capacidade de manutenção do patamar de proventos, em linha com o que vem sendo praticado desde fevereiro de 2025.

Para o primeiro semestre de 2026, a administração manteve o intervalo de distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota. A estimativa para os próximos cinco anos projeta R$ 248 milhões em resultado adicional, decorrente de eventos de liquidez dos ativos estruturados e do imóvel integrante do portfólio.

Como está montada a carteira do MCRE11

O FII encerrou o mês com 95% dos recursos alocados em ativos-alvo. A carteira está distribuída entre 11 CRIs, um imóvel, cinco fundos estruturados e 15 fundos listados, refletindo uma diversificação por classe e estratégia.

Por classe de ativo, crédito representa 45% da carteira, seguido de estruturados (28%), imóveis (16%), FIIs (6%) e caixa (5%). O book de crédito e estruturados rende IPCA + 10,0% e CDI + 4,1%, parâmetros que orientam o retorno dos instrumentos selecionados.

Em FIIs líquidos, a posição somava R$ 66,8 milhões, cerca de 6% dos recursos, com Dividend Yield médio anual de 13,7% nessa fatia do portfólio. A exposição por indexador está concentrada em IPCA+ (92%) e, em menor medida, CDI (8%).

A distribuição setorial contempla residencial (33%), comercial (27%), logístico (22%), shopping (17%) e loteamento (1%). Geograficamente, a maior parte da carteira está em São Paulo (70%), seguida por Sul (13%), Centro-Oeste (9%), Sudeste (7%) e Norte/Nordeste (1%), evidenciando foco em praças de maior profundidade.

No mercado secundário, a liquidez mensal somou cerca de R$ 64,1 milhões, com média diária próxima de R$ 3,2 milhões. Esse nível de negociação dá suporte à formação de preço e à execução das estratégias de alocação delineadas pela gestão.

ACESSO RÁPIDO

    Leia também