O BTHF11 encerrou os últimos 12 meses com retorno total de 31%, desempenho que superou com folga o IFIX, em torno de 16% no mesmo período, conforme o relatório gerencial de maio. A gestão distribuiu R$ 0,101 por cota no mês e manteve o guidance semestral entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota, reforçando previsibilidade de fluxo para o cotista.
No período, o fundo imobiliário registrou dividend yield anualizado de 13,08%. A carteira seguiu diversificada entre fundos de tijolo e papel, CRIs, caixa, ativos reais e participações táticas em companhias do setor, estratégia calibrada às incertezas macroeconômicas ligadas à inflação e à política monetária.
A rotação de portfólio também contribuiu para o resultado. O encerramento da posição em ações da Tenda (TEND3) somou cerca de R$ 5 milhões em ganho de capital na etapa final. No consolidado, a operação entregou uma Taxa Interna de Retorno de 111,2% e lucro total de R$ 7,2 milhões ao fundo, evidenciando eficiência na alocação oportunística.
No mercado secundário, a gestão movimentou aproximadamente R$ 268 milhões em operações, com uso de cerca de R$ 102 milhões de caixa. A alocação permaneceu concentrada em fundos imobiliários de tijolo, fundos de papel, CRIs, caixa e ativos reais, preservando liquidez e capacidade de execução em cenários voláteis.
Em termos de precificação, o BTHF11 seguia negociando com desconto aproximado de 7,8% frente ao seu valor patrimonial. Considerando o chamado “duplo desconto”, esse gap poderia atingir 17,9%, criando potencial assimetria de retorno caso o spread se reduza ao longo do tempo.
Com valor de mercado na casa de R$ 1,9 bilhão, patrimônio líquido acima de R$ 2 bilhões e base superior a 320 mil cotistas, o fundo figura entre os maiores FIIs de hedge funds listados na B3. A combinação de diversificação, capacidade tática e desconto relevante sustenta a tese para o investidor de renda e valorização.