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BRCR11 mantém dividendos pelo 15º mês; yield chega a 1,02%

BRCR11 mantém dividendos pelo 15º mês; yield chega a 1,02%
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário vai pagar R$ 0,41 por cota em 14 de agosto de 2026, mantendo o mesmo valor pelo 15º mês consecutivo. A data de corte foi em 7 de agosto, garantindo o direito aos rendimentos a quem estava posicionado ao fim do pregão.

Na comparação com a cotação de R$ 40,33 registrada no fechamento de julho, o montante anunciado corresponde a um dividend yield de aproximadamente 1,02%. A distribuição decorre dos resultados apurados e será creditada diretamente aos investidores elegíveis na data prevista.

O pagamento foi programado conforme o cronograma do administrador e segue a política de rendimentos do fundo. O valor por cota reiterado por 15 meses indica estabilidade na série recente de repasses mensais.

BRCR11 troca locatário no Eldorado e avança em revisionais

No relatório de julho de 2026, o fundo reportou movimentações relevantes em São Paulo. A carteira terminou o período com nove imóveis e cerca de 144,7 mil metros quadrados de área bruta locável, concentrada principalmente em ativos corporativos de padrão AAA nas praças de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No Eldorado Business Tower, foi concluída a substituição de um locatário cuja saída estava prevista para julho. O espaço foi ocupado por uma empresa do setor financeiro, com aluguel definido em R$ 245 por metro quadrado, novo patamar de referência para o edifício. O relatório ressalta que parte relevante dos contratos do ativo ainda está abaixo desse nível, o que deve pautar as próximas revisionais.

Outra atualização ocorreu no Diamond Tower. Foi encaminhada a última revisão contratual prevista para o ano, com bases comerciais acordadas em R$ 145 por metro quadrado. Ao todo, três revisionais foram concluídas no imóvel em 2026, estabelecendo um novo patamar de referência para as locações do prédio.

A composição de receita da carteira mostrou concentração geográfica: 61% vinculada a imóveis em São Paulo e 39% no Rio de Janeiro. Quanto ao perfil contratual, contratos típicos responderam por 83% da receita, enquanto os atípicos representaram 17%. A vacância física estava em 10,4%, concentrada principalmente na Torre Almirante, MV9, EZ Towers B e Sucupira.

No âmbito financeiro, o relatório destacou a carência de 12 meses para amortização do principal da obrigação relacionada à Torre Almirante, negociada em março de 2026. Já a dívida do Diamond Tower havia sido prorrogada por mais 24 meses em abril de 2025, alongando o prazo das obrigações.

Essas medidas compõem a estratégia de gestão do portfólio e da estrutura de capital, enquanto o fluxo de rendimentos segue o cronograma divulgado. Os investidores que detinham cotas na data de corte de 7 de agosto receberão os valores na data de pagamento informada

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