O ALZR11 reportou lucro de R$ 10,702 milhões em março de 2026, o melhor desempenho em oito meses, reforçando a resiliência operacional do portfólio. A distribuição foi de R$ 0,0836 por cota aos investidores com posição até 16 de abril, com pagamento em 24 de abril, mantendo o compromisso com previsibilidade de rendimentos. A gestão também preserva uma reserva de lucros de R$ 0,043 por cota para suavizar eventuais oscilações futuras.
As receitas alcançaram R$ 12,014 milhões, ante despesas de R$ 1,312 milhão, evidenciando margem operacional robusta. Esse resultado é consistente com a estratégia do fundo de otimização de ativos e disciplina na alocação de capital. Para sustentar a regularidade das distribuições, o fundo segue com política de reservas, prática que contribui para o guidance do primeiro semestre.
Desempenho e contratos do ALZR11
No front contratual, houve a renovação antecipada de cinco anos com a Atento, agora com aluguel mensal de R$ 350 mil. Embora represente uma redução de 40% frente ao valor anterior, a nova precificação está alinhada ao mercado regional, preservando a ocupação e a estabilidade do fluxo de caixa. A partir de julho de 2026, esse ativo passará a responder por 3% da receita total do fundo.
Em paralelo, dois imóveis em São Paulo (CDB – Ana Rosa e Morumbi) registraram inadimplência em março, somando 3,5% da receita. As tratativas com a nova controladora avançam, e a administração afirma que não há impacto sobre as distribuições ou o guidance do semestre. A mitigação de risco contratual segue como prioridade, com acompanhamento próximo dos locatários.
A base de investidores continua em expansão: o ALZR11 alcançou 196 mil cotistas em março, um crescimento líquido de 8 mil no mês. Desde o desdobramento realizado em maio de 2025, ingressaram 36 mil novos investidores, alta de 23%, refletindo maior pulverização e liquidez das cotas no mercado secundário.
No caixa, o fundo mantém posição confortável de R$ 365 milhões em disponibilidades e valores mobiliários, equivalente a 25% do patrimônio líquido. Com a 8ª emissão, a relação obrigações/patrimônio deve recuar de 40% para 34%, fortalecendo a estrutura de capital e abrindo espaço para novas alocações seletivas sem pressionar as distribuições.