O fundo imobiliário XPCI11 apurou resultado líquido de R$ 7,65 milhões em julho de 2026, equivalente a R$ 0,88 por cota, ante R$ 8,59 milhões, ou R$ 0,99 por cota, em junho. As receitas somaram R$ 8,34 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 689,9 mil.
A carteira de CRIs respondeu por R$ 7,49 milhões das receitas no período. Os investimentos em outros FIIs acrescentaram R$ 489,9 mil, e os ativos de liquidez e demais posições contribuíram com R$ 354,9 mil.
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Dividendos do XPCI11 e desempenho em julho
Apesar do resultado de R$ 0,88 por cota, o fundo distribuiu R$ 0,93 por cota em julho, o que corresponde a cerca de R$ 8,09 milhões. Considerando a cotação de R$ 82,54 no fechamento do mês, os dividendos representaram dividend yield de 1,13% no mês, ou 14,39% anualizado, chegando a 17,12% com o gross-up de 15% informado no relatório.
A distribuição voltou ao patamar de R$ 0,93 por cota, após R$ 0,95 em junho. A reserva acumulada de correção monetária permaneceu em R$ 5,39 milhões, ou R$ 0,62 por cota.
Novo CRI entra na carteira do XPCI11
Entre as movimentações de julho, a gestora adquiriu R$ 25 milhões do CRI Cury, lastreado em créditos imobiliários de um empreendimento residencial em São Paulo e vinculado à Cury Construtora e Incorporadora. A alocação também foi reforçada nos CRIs Uberlândia Refrescos e HBR, em operações realizadas, segundo a gestão, a preços abaixo do valor ao par dos títulos.
Ao fim de julho, a carteira de crédito apresentava taxas médias, na marcação a mercado, de IPCA + 9,00% ao ano e CDI + 2,75% ao ano. O portfólio reunia 49 CRIs e três fundos imobiliários, com cerca de R$ 765 milhões investidos na estratégia e mais R$ 1 milhão em ativos de liquidez. No book de crédito, 91,2% estava indexado ao IPCA e 8,8% ao CDI.
A parcela investida diretamente em fundos somava R$ 46,03 milhões, concentrada em GARE11, GCRI11 e PSEC11, utilizada de forma tática para diversificação e otimização de caixa. Por setor, o varejo alimentício concentrava 32% dos ativos, seguido por incorporação vertical (17%) e shopping centers (13%). Regionalmente, o Sudeste representava 78,29% da exposição dos CRIs.
Ao fim do mês, a estratégia seguiu focada majoritariamente em CRIs, com preferência por operações originadas ou estruturadas internamente. A gestão informou que permanece ativa no mercado secundário, tanto na compra quanto na venda de papéis, em busca de oportunidades de ganho de capital e de ajustes na composição do portfólio.