Os rendimentos do PCIP11 foram sustentados por resultado distribuível de R$ 18,497 milhões em julho de 2026, em leve queda ante o mês anterior. As receitas totais somaram R$ 22,851 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 1,197 milhão no período. O resultado distribuível por cota foi de R$ 1,09, sem impactos não recorrentes reportados.
A distribuição anunciada foi de R$ 1,00 por cota, com pagamento realizado em 17 de agosto de 2026. Como o montante distribuído ficou abaixo do gerado no mês, a reserva acumulada de resultados avançou para R$ 0,70 por cota ao fim de julho.
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Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação vigente. Esse enquadramento tributário segue aplicável aos fluxos de renda do fundo quando atendidos os requisitos legais.
Ao término do período, o fundo contabilizava 113.546 cotistas. No mercado secundário, o volume médio diário de negociação foi de R$ 3,8 milhões, refletindo liquidez consistente ao longo do mês.
No eixo estratégico, a gestão informou continuidade do processo de consolidação dos fundos de crédito high grade sob gestão do Pátria. As Assembleias Gerais Extraordinárias destinadas a deliberar sobre o tema serão convocadas nos próximos dias, conforme comunicado aos investidores.
Carteira de crédito do fundo e alocações
Ao fim de julho, 93,2% do patrimônio líquido estava alocado. Desse total, 85,9% se concentravam em CRIs e operações estruturadas, distribuídos entre 83 CRIs e cinco operações estruturadas. A carteira de crédito apresentava rentabilidade média ponderada de 16,6% ao ano, equivalente a IPCA + 10,9%, prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 2,4% ao ano.
Por indexador, a carteira mantinha 93% atrelada ao IPCA, 4% ao CDI, 3% ao IGP-M e 1% a taxas prefixadas. Na ótica setorial dos CRIs, a distribuição contemplava varejo (20%), crédito pulverizado (17%), financiamento à construção (13%), loteamento (9%), shopping (8%), logística (7%), educacional (7%) e outros (19%). Do ponto de vista geográfico, São Paulo concentrava 38% da carteira, com o saldo pulverizado em demais praças.
Entre as movimentações do mês, destacaram-se a integralização de R$ 32,8 milhões no CRI Galleria Sênior, a IPCA + 9,86% ao ano, lastreado em CCIs de créditos pulverizados da Galleria Bank; o aumento de R$ 2,3 milhões na posição do CRI Visconde, a IPCA + 13,0% ao ano; e a venda de R$ 130 mil em cotas do CYCR11. Essas operações mantiveram o foco em ativos de crédito alinhados ao perfil da carteira.
A parcela alocada em FIIs, estratégia adotada de forma estratégica e oportunística desde abril de 2020, representou 7,3% do patrimônio ao fim do mês, distribuída em oito fundos. As maiores posições eram MVBI (3,2%), GARE11 (1,2%) e VRTM11 (0,9%), seguidas por MCRE11 (0,8%), HREC11 (0,7%), RECD11 (0,3%), SPXS11 (0,2%) e CYCR11 (0,04%).
No horizonte de 12 meses, a exposição a FIIs variou de 9,2% em agosto de 2025 para 7,3% em julho de 2026, com mínima de 7,0% em novembro e fechamento de 2025 em 8,0%. No primeiro semestre de 2026, a fatia recuou de 7,8% em janeiro para 7,3% em julho, preservando o caráter tático dessa alocação dentro do mandato do fundo.