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Fundo imobiliário com carteira de CRIs a IPCA + 10,82%? Entenda estratégia do MAGM11

Fundo imobiliário com carteira de CRIs a IPCA + 10,82%? Entenda estratégia do MAGM11
Saiba como diversificar seus investimentos por meio de ETFs. Foto: Suno/Banco

O ciclo de juros elevados continua a abrir espaço no mercado de crédito imobiliário. Com spreads acima da média histórica, gestores de fundos imobiliários têm originado operações com remunerações mais altas. O FII MAGM11 exemplifica esse quadro: sua carteira reúne CRIs que pagam, em média, IPCA + 10,82% ao ano, estratégia detalhada em relatório recente da Eleven Financial Research.

De acordo com a casa de análise, o fundo aloca atualmente 69,5% do patrimônio líquido em operações de crédito imobiliário. As exposições se distribuem entre incorporações residenciais, loteamentos, home equity e crédito corporativo atrelado ao setor.

Na composição da carteira, destaca-se a fatia indexada ao IPCA. Cerca de 44% das operações têm remuneração média de IPCA + 10,82% ao ano e prazo médio (duration) de 4,21 anos, refletindo o ambiente de spreads elevados no mercado de CRIs.

Outros 43,4% do portfólio estão atrelados ao CDI, com taxa média de CDI + 3,61% e duration de pouco mais de dois anos. Já 12,6% dos ativos são prefixados, concentrados principalmente no RRES11, com retorno projetado de 18% ao ano.

Além da carteira de crédito, o fundo mantém posição relevante em caixa. Segundo a Eleven, essa reserva amplia a flexibilidade da gestão para capturar oportunidades sem a necessidade de vender ativos em momentos desfavoráveis.

Diversificação busca equilibrar retorno e risco da carteira

Embora classificado como multiestratégia, o fundo tem hoje no crédito imobiliário sua principal fonte potencial de resultados. As maiores posições incluem operações vinculadas a incorporação residencial, loteamentos, habitação econômica e home equity.

Conforme o relatório, a carteira reúne 12 operações de crédito e ainda conta com participações pontuais em fundos imobiliários e ações de empresas do setor. A Eleven ressalta que a combinação de diferentes indexadores — IPCA, CDI e taxa prefixada — busca reduzir a dependência de um único cenário macroeconômico e manter exposição a múltiplas fontes de retorno.

Garantias reforçam proteção e mapeiam riscos das operações

A estrutura de garantias também foi destacada pela casa de análise. Os CRIs contam com mecanismos como alienação fiduciária de imóveis, cessão fiduciária de recebíveis, avais, subordinação e fundos de reserva, instrumentos voltados a mitigar perdas em caso de inadimplência.

Apesar dessas salvaguardas, a Eleven pondera que o crédito privado imobiliário permanece sujeito aos riscos inerentes ao setor. Como parte relevante da carteira concentra-se em incorporações, loteamentos e projetos imobiliários, o desempenho depende da evolução das obras, do ritmo de vendas, da qualidade dos recebíveis e da capacidade financeira dos tomadores.

Outro ponto enfatizado é a fase de alocação do veículo. Cerca de 26,3% do patrimônio líquido está em caixa, posição que reduz riscos de liquidez e indica que parcela do capital ainda deverá ser direcionada a novas operações até que o portfólio alcance sua configuração definitiva.

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