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BRCO11 sobe 1,59% com investidores de olho em demanda aquecida na logística

BRCO11 sobe 1,59% com investidores de olho em demanda aquecida na logística
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário BRCO11 encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em alta de 1,59%, cotado a R$ 114,85. O movimento acompanha o fortalecimento dos fundamentos do mercado de galpões, que segue com absorção de espaços aquecida e queda da vacância.

No segundo trimestre de 2026, dados da Buildings indicam que os condomínios logísticos Classe A e A+ receberam cerca de 570 mil metros quadrados em novos empreendimentos. Ainda assim, a absorção líquida superou 880 mil metros quadrados, reduzindo a vacância para 5,5%, o menor nível da série histórica iniciada em 2013.

Esse ambiente beneficia fundos com ativos de qualidade e bem posicionados, perfil observado no portfólio do fundo, que mantém foco em propriedades modernas e próximas dos principais mercados consumidores.

BRCO11 acompanha melhora dos galpões logísticos

Atualmente, o fundo detém 14 galpões logísticos, somando aproximadamente 591 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Os imóveis estão distribuídos por São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A localização é apontada por casas de análise como um diferencial. Segundo o Santander, 51% das receitas estão concentradas em São Paulo, enquanto cerca de 23% provêm de ativos situados em um raio de até 25 quilômetros da capital paulista.

Portfólio reúne ativos de alto padrão e contratos de longo prazo

Outro ponto de destaque é a exposição ao segmento last mile, estratégico para distribuição urbana. De acordo com a XP Investimentos, esses imóveis respondem por 71% das receitas do fundo. O Itaú BBA reforça que 71% do portfólio é composto por centros de distribuição last mile e que mais da metade da ABL está localizada em São Paulo.

A qualidade dos ativos figura entre os principais pilares da tese. Segundo Santander e Itaú BBA, cerca de 81% do portfólio é formado por imóveis classificados entre os padrões AAA e AA, característica que tende a favorecer a previsibilidade operacional e a geração recorrente de receitas.

Os contratos também contribuem para um perfil defensivo. O Santander aponta que 85% dos contratos vencem somente após 2028. Já a XP destaca que 60,7% dos vencimentos ocorrem a partir de 2030 e que 37% dos contratos são atípicos. O Itaú BBA observa que 99% dos contratos são corrigidos pelo IPCA, o que ajuda a preservar o poder de compra das receitas ao longo do tempo.

O fundo possui inquilinos com elevado grau de crédito, como Mercado Livre, Natura, Whirlpool, GPA e Magazine Luiza, responsáveis por parcela relevante da receita imobiliária. Além disso, a locação integral do Bresco Embu para a Express 3300 deve reduzir a vacância física para aproximadamente 7% e acrescentar cerca de R$ 0,02 por cota ao resultado mensal após o período de carência, reforçando as perspectivas operacionais.

FII eleva dividendos ao maior nível em um ano

O fundo imobiliário vai pagar R$ 1,05 por cota referente à competência de junho de 2026, o maior patamar dos últimos 12 meses. O valor reflete o desempenho operacional recente do portfólio e segue a política de distribuição do fundo.

O crédito ocorrerá em 14 de julho de 2026. Terão direito ao rendimento os investidores com posição garantida até o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, data-base informada pelo fundo.

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