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MCCI11 sustenta R$ 1 por cota e mira estabilidade até 2026

MCCI11 sustenta R$ 1 por cota e mira estabilidade até 2026
Foto: Suno/Banco

O MCCI11 reportou resultado líquido de R$ 15,034 milhões em abril, segundo relatório de maio, enquanto as receitas somaram R$ 16,428 milhões e as despesas ficaram em R$ 1,393 milhão. A gestão reforçou o compromisso com a previsibilidade na distribuição e indicou o uso responsável de reservas para suavizar oscilações mensais. Com isso, o fundo segue buscando equilíbrio entre retorno ao cotista e solidez financeira.

Em abril, o fundo manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota, conforme o guidance. Com o preço de fechamento a R$ 96,69, o dividend yield anualizado atingiu 13,1%, patamar competitivo no universo de FIIs de crédito. Essa performance reflete o carrego da carteira e o perfil indexado ao IPCA, que sustenta o potencial de geração de caixa em cenários de inflação moderada.

A distribuição do mês superou o resultado contábil, mas o MCCI11 ainda conta com reserva acumulada de R$ 0,11 por cota. A administração sinalizou que pretende utilizar essa reserva de forma gradual para dar estabilidade aos proventos, sem comprometer a política de rendimentos. Esse mecanismo pode mitigar eventuais variações decorrentes de sazonalidade de receitas ou ajustes de carteira.

A projeção da gestão é manter os rendimentos do MCCI11 entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota até junho de 2026, com pagamentos previstos para o mês subsequente. Essa faixa depende do comportamento dos indexadores, da adimplência dos créditos e do ritmo de reciclagem do portfólio. A sinalização dá visibilidade ao investidor sobre a trajetória dos proventos no médio prazo.

O fundo imobiliário MCCI11 apresenta patrimônio líquido de R$ 1,618 bilhão, distribuído entre 123,6 mil cotistas. Em abril, 98% dos recursos estavam alocados em ativos-alvo, indicando elevada disciplina na gestão de caixa. A carteira é diversificada entre CRIs e fundos de CRI, combinando crédito pulverizado e exposição tática via fundos listados.

Na composição, 27 CRIs e 20 FIIs formam a espinha dorsal: CRIs representam 77% da alocação, FIIs 12%, alocação tática 9% e caixa 2%. O book de crédito tem 95% atrelado ao IPCA (IPCA + 9,2%) e 5% ao CDI (CDI + 2,5%). No recorte setorial do MCCI11, o segmento logístico lidera com 54%, seguido por residencial (19%), comercial (16%), varejo essencial (10%) e hotel (1%).

Entre os principais fundos de CRI, o MCCI11 mantinha R$ 141,3 milhões em posições, com destaque para MCRE11 (3,6%), CPTS11 (3,4%), FLCR11 (0,7%) e MANA11 (0,7%). Essa exposição complementa a originação própria e amplia a liquidez, permitindo ajustes táticos diante das condições de mercado e do ciclo de juros.

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