O BTHF11 confirmou a distribuição de R$ 0,101 por cota em proventos, mantendo o patamar recorrente adotado desde fevereiro de 2026. A data de corte ocorreu em 8 de maio de 2026 (sexta-feira), e o pagamento está agendado para 15 de maio. A decisão reforça a disciplina de distribuição dentro do guidance indicado pela gestão para o semestre.
Com base na cotação de fechamento de abril (R$ 9,37), o provento implica Dividend Yield mensal aproximado de 1,08%. Esse nível permanece em linha com o compromisso de repasse entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota, demonstrando previsibilidade e consistência na estratégia do fundo. A transparência no intervalo de distribuição ajuda investidores a calibrar expectativas no curto prazo.
No último pagamento (março/2026), o fundo registrou dividend yield de 0,94% sobre valor patrimonial e 1,04% sobre valor de mercado, superando 0,85% do CDI no período. Em 12 meses, o retorno total alcançou 37%, ante 17% do IFIX, evidenciando desempenho superior frente ao principal índice do setor. Esse histórico reforça a atratividade dos dividendos do BTHF11 para investidores focados em renda e retorno total.
A cota negocia com desconto de 7,8% sobre o valor patrimonial. Considerando o “duplo desconto” dos FIIs investidos, o deságio chega a 20,3%. Esse cenário pode indicar potencial de valorização caso o mercado reprecifique os ativos subjacentes, embora envolva riscos típicos de ciclos e liquidez.
Em março, o fundo movimentou R$ 146 milhões no mercado secundário, gerando R$ 8 milhões de caixa e resultado superior a R$ 1,78 milhão. O giro tático da carteira buscou capturar assimetrias de preço, com foco em qualidade de crédito e governança. Entre as posições, houve encerramento em GGRC11, KNIP11 e RBVA11, além da venda de TRXF11 e aumento de exposição em IRIM11, priorizando eficiência de alocação.
A carteira encerrou o mês com 34,0% em FIIs de tijolo, 20,0% em FIIs de papel, 17,7% em CRIs, 17,9% em caixa, 6,6% em ativos reais e 1,8% em ações. Essa composição indica diversificação entre renda imobiliária tradicional, crédito estruturado e liquidez, sustentando a capacidade de manter o guidance de distribuição e reforçando os dividendos do BTHF11 ao longo do semestre.