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Faria Lima puxa alta e vacância recua nas lajes em SP

Faria Lima puxa alta e vacância recua nas lajes em SP
Foto: Suno/Banco

O setor de lajes corporativas premium em São Paulo avançou no primeiro trimestre de 2026, com maior demanda, alta nos preços de locação e queda da vacância, segundo análise do BTG Pactual. A dinâmica positiva ocorreu mesmo com a entrada de cerca de 26 mil m² de novo estoque, indicando absorção consistente e contínua pelo mercado.

A Avenida Faria Lima manteve protagonismo, com valores pedidos acima de R$ 300 por metro quadrado, refletindo escassez de espaços de qualidade e preferência por ativos modernos. Esse movimento reforça a valorização de edifícios de última geração, bem localizados e com especificações técnicas superiores.

Em contraste, a Vila Olímpia enfrenta desafios. A região deve registrar aumento de vacância nos próximos trimestres, em função de devoluções relevantes já mapeadas e perspectivas tímidas de absorção no curto prazo. Ainda assim, o impacto tende a ser localizado, preservando o equilíbrio do mercado como um todo.

Pinheiros, eixo Rebouças e Avenida Chucri Zaidan apresentaram desempenho satisfatório, mantendo liquidez e negociações em ritmo saudável. O banco aponta continuidade do “flight-to-price”, com empresas migrando para áreas adjacentes mais competitivas, como forma de otimizar custos sem abrir mão de qualidade.

A taxa de vacância geral recuou para 13,4% no 1T26, queda de 1,1 ponto percentual frente ao trimestre anterior. O recuo, combinado à demanda por lajes corporativas de alto padrão, indica um ciclo de consolidação nos principais eixos comerciais de São Paulo, com foco em ativos premium e contratos mais longos.

Perspectivas para lajes corporativas em 2026

O BTG mantém visão construtiva para o segmento, apoiada por demanda sólida, escassez de grandes lajes e entregas já pré-locadas. A expectativa é de continuidade da valorização dos aluguéis ao longo de 2026, com recuperação heterogênea entre regiões.

Entre os FIIs expostos ao nicho, destacam-se PVBI11 (VBI Prime Properties), HGRE11 (CSHG Real Estate), VINO11 (Vinci Offices) e BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund), que podem se beneficiar da tendência de “flight-to-quality” e do fluxo consistente de locações.

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