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XP vê 2026 positivo para fundos imobiliários com Selic menor

XP vê 2026 positivo para fundos imobiliários com Selic menor
Foto: Suno/Banco

A XP divulgou em 12 de março seu relatório Outlook Fundos Listados 2026, sinalizando um horizonte mais favorável para fundos imobiliários no próximo ano. O documento destaca um ambiente de recuperação gradual, com oportunidades em diferentes perfis de risco e segmentos, sustentado por melhora nos fundamentos e pelo ciclo de flexibilização monetária.

No campo macro, a XP projeta inflação em desaceleração combinada a cortes graduais da taxa básica de juros. O cenário-base indica Selic encerrando 2026 em 12,5%, patamar que tende a reprecificar ativos de renda recorrente. Esse contexto reduz o prêmio de risco exigido e melhora a atratividade relativa dos fundos imobiliários frente a alternativas conservadoras.

Entre os FIIs de tijolo, a sensibilidade aos juros deve jogar a favor. Os portfólios seguem negociando a múltiplos atrativos, enquanto os fundamentos permanecem sólidos. A casa ressalta que setores selecionados exibem dinâmica de preços e ocupação compatíveis com recuperação, abrindo espaço para compressão de cap rates e potencial valorização. Nesse grupo, a palavra de ordem é seletividade.

As lajes corporativas em São Paulo despontam como destaque, apoiadas pelo retorno ao presencial e pela normalização da demanda por espaços de qualidade. A taxa de vacância recua gradualmente e a performance operacional melhora, ainda que ativos prime negociem com desconto em regiões centrais. A reprecificação pode vir com a consolidação da tendência de ocupação.

Nos galpões logísticos, a demanda segue resiliente, impulsionada pelo e-commerce e pela reorganização de cadeias. A vacância permanece historicamente baixa e os aluguéis mostram trajetória ascendente. A XP vê continuidade do ciclo de reajustes, com entregas moderadas e disciplina de oferta favorecendo proprietários e sustentações de renda para FIIs do segmento.

Shopping centers mantêm ocupação elevada e inadimplência sob controle, indicando estabilidade operacional. O crescimento, porém, deve ser moderado, refletindo consumidor seletivo e mix em evolução. Já os fundos de recebíveis exibem perfil defensivo, úteis para diversificação em cenários de incerteza, apesar da expectativa de menores distribuições com a queda da Selic, reforçando o papel tático dos fundos imobiliários na carteira.

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