O fundo imobiliário XPML11 apurou resultado de R$ 45,45 milhões no relatório gerencial de agosto de 2026, refletindo o desempenho de julho. A linha de receitas somou R$ 58,69 milhões, frente a despesas de R$ 13,24 milhões. O saldo acumulado ainda não distribuído alcançou R$ 122,54 milhões, equivalente a R$ 1,91 por cota.
Na abertura das contas, a operação imobiliária respondeu por R$ 56,96 milhões em receitas. As despesas operacionais ficaram em R$ 6,75 milhões, enquanto os encargos financeiros totalizaram R$ 6,49 milhões.
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A distribuição anunciada em agosto preservou o pagamento de R$ 0,92 por cota. Os rendimentos foram divulgados em 18 de agosto e pagos em 25 de agosto aos investidores posicionados na data do anúncio. Segundo o relatório, esse patamar vinha sendo mantido havia 28 meses, e o guidance para os meses seguintes do semestre indica faixa entre R$ 0,83 e R$ 0,92 por cota.
Resultados de julho do XPML11
O desempenho operacional de julho sustentou o fluxo de caixa do portfólio. As receitas da atividade imobiliária, combinadas com a disciplina de despesas, permitiram encerrar o mês com resultado de R$ 45,45 milhões. O saldo não distribuído, de R$ 122,54 milhões, oferece margem para a política de distribuição vigente, observadas as condições de mercado e os compromissos do fundo.
A manutenção de R$ 0,92 por cota por 28 meses reflete a estabilidade observada no período, enquanto o guidance entre R$ 0,83 e R$ 0,92 por cota para o restante do semestre delimita o intervalo esperado de proventos, conforme informado no relatório.
Compra de participação em shopping pelo XPML11
Entre as atualizações de agosto, o fundo assinou memorando de entendimentos com a Allos para adquirir 60% do São Bernardo Plaza Shopping, em São Bernardo do Campo. O valor acordado foi de R$ 331,12 milhões.
Do total, R$ 231,78 milhões seriam pagos no fechamento da transação. O montante remanescente, de R$ 99,34 milhões, poderá ser quitado em até 24 meses, com atualização pelo CDI. A conclusão do negócio depende, entre outros fatores, da assinatura dos documentos definitivos, da aprovação do Cade e da conclusão da due diligence, como parte da estratégia de expansão do fundo imobiliário.
Indicadores operacionais do XPML11
Nos dados de julho, os 26 shopping centers da carteira registraram aproximadamente R$ 1,55 bilhão em vendas. As vendas médias atingiram R$ 1.545 por metro quadrado, e o NOI caixa somou R$ 37,74 milhões, ou R$ 138 por metro quadrado.
A vacância encerrou o mês em 4,7% da área bruta locável. A inadimplência líquida foi de 2,2%, e o custo médio de ocupação ficou em 11,7%. Entre as lojas comparáveis, o Same Store Sales avançou 0,1% na comparação anual, e o Same Store Rent aumentou 4,4%.
A carteira reunia cerca de 1,06 milhão de metros quadrados de ABL total e aproximadamente 274 mil metros quadrados de ABL própria, distribuídos em mais de 5,1 mil lojas. Os imóveis correspondiam a 96,1% dos ativos, mantendo os shopping centers como principal destino dos recursos do fundo.