O VGHF11 reportou resultado de R$ 11,199 milhões em fevereiro de 2026, abaixo dos R$ 11,98 milhões de janeiro. As receitas somaram R$ 12,744 milhões, enquanto as despesas ficaram em torno de R$ 1,544 milhão. A gestão destacou disciplina no controle de custos e acompanhamento próximo dos ativos, mantendo foco em preservação de capital e geração de renda.
Nos rendimentos, a distribuição mensal foi de R$ 0,07 por cota, refletindo rentabilidade líquida equivalente a IPCA + 6,8% ao ano. Em 12 meses, o fundo pagou R$ 0,98 por cota, retorno de 12,25% ou IPCA + 7,60%. A sinalização indica manutenção do nível atual, condicionada ao comportamento da inflação e das curvas de juros.
Desempenho e carteira do VGHF11
A variação patrimonial indicou redução de R$ 0,02 por cota em janeiro, em linha com a abertura da curva das NTN-B, movimento que pressionou a precificação dos títulos indexados à inflação. No mesmo intervalo, o IFIX avançou 1,32%, mostrando resiliência do índice, apesar da volatilidade nas taxas reais.
Na composição, a carteira VALOR realizou vendas líquidas de R$ 2,9 milhões em ações e cotas de FIIs, reduzindo sua participação para 52,7%. Já a carteira RENDA efetuou compras de R$ 421 mil em CRIs, elevando o peso para 47,3%. Essa rotação buscou otimizar risco-retorno e capturar prêmios mais atrativos em crédito imobiliário estruturado.
A gestão informou que os CRIs da Selina seguem marcados a zero, mantendo postura prudencial na mensuração. Os demais ativos permanecem adimplentes e sob monitoramento. O fundo encerrou fevereiro com 406.957 cotistas e liquidez diária média de R$ 3 milhões, reforçando a profundidade de mercado.
O VGHF11 alcançou alocação total de 103,2% do patrimônio líquido em 138 ativos, somando R$ 1,483 bilhão investido. Mantém R$ 51,6 milhões em compromissadas reversas lastreadas em CRIs (3,6% do PL) a CDI + 0,84% ao ano, instrumento que amplia eficiência de caixa e flexibilidade tática.
Em síntese, o VGHF11 equilibrou ajustes táticos na carteira com distribuição estável, preservando a geração de renda em um ambiente de taxas reais pressionadas. As próximas leituras de inflação e movimentos na curva de NTN-B devem seguir determinantes para o ritmo de rendimentos.